Consultório Etimológico

Pergunta #920

Qual a origem das palavras:

Feminina
Iniciação
Mulher
Fêmea

Obrigada professor

Resposta:

Cilla, bem-vinda.

“Feminina” vem de “fêmea”. E esta vem do Latim FEMINA, que vem do verbo FELLARE, “amamentar, sugar”, sendo esta uma ação exclusiva da fêmea da espécie.

“Iniciação” é do verbo “iniciar”, que vem do Latim INICIARE, “introduzir, iniciar” (originalmente, nos mistérios religiosos), de IN-, “dentro”, mais IRE, “ir”. O iniciado “vai para dentro” de um grupo ou de um conhecimento.

“Mulher” vem do Latim MULIER (acento no “U”), “mulher” mesmo.

Pergunta #918

Ainda sobre a mensagem abaixo:

Esse prefixo RE (os dois no caso)- qual origem deles e dê um exemplo de um e de outro caso

Grato

Resposta:

Sérgio:
Ficou intrigado, é? Dessas dúvidas é que se faz um estudioso.
O prefixo RE- não tem origem perfeitamente definida.
Mas tem pelo menos quatro conotações diferentes:
1) A já citada, de oposição à idéia expressa pelo outro elemento da palavra.
2) A de repetição da ação: “refazer”.
3) A de volta ao ponto de pertida: “repetir”.
4) Com valor intensificativo: “relaxar”.

Pergunta #919

Ainda sobre a mensagem abaixo:

Esse prefixo RE (os dois no caso)- qual origem deles e dê um exemplo de um e de outro caso

Grato

Resposta:

Pergunta #917

Qual a origem da palavra “Revelação”. Entendemos essa palavra hoje como sinônimo de mostrar, tornar explícito, exibir… mas parece, se não me engano, a origem está ligado a voltar a ocultar… como é isso? Houve alguma inversão?

Resposta:

Sérgio:
Você trouxe um excelente exemplo de raciocínio de etimologia popular.
Dá para pensar mesmo que se trata de RE- (de novo) “velar”, ou seja, “encobrir”, e que o sentido tenha mudado.
Só que este prefixo RE-, aí, tem o sentido de “desfazer, ir ao contrário, oposto”.
Portanto, faz todo o sentido combinar “ação oposta” (RE-) com VELARE, “tapar, cobrir,” de VELUM, “véu”, para fazer uma palavra que quer dizer “descobrir, mostrar, destapar”.

Pergunta #916

Para Patrícia:
“La balle au chasseur” se joga assim:
Delimita-se um campo de jogo repartido ao meio, podendo ser até em recinto fechado.
Num lado fica o “caçador”, com uma bola. No outro, os que representam a “caça”.
O primeiro atira a bola; quem for atingido passa a ser “caçador”, mudando de campo e ajudando o primeiro. Os “caçadores” podem fazer até três passes de bola entre si, mas não há muito limite de tempo.
A última “caça” sobrevivente passa a ser o “caçador” inicial da próxima partida.

Este jogo lembra o que em meus colégios de infância se chamava exatamente “caçador”, embora fosse mais emocionante. Os americanos têm o “dodge-ball”, que também faz pensar nele.
Agora minha Patrícia vai contar ou não o que é que anda aprontando com umas perguntas tão esquisitas?

Resposta:

Pergunta #915

Dr.Alaúzo:

Um abraço à Lúcia por ter sentido minha falta.
Lendo um artigo sobre o fenômeno Harry Potter,encontrei uma frase atribuída a Thomas Pavel:” os herós ficcionais são viajantes metafóricos.”
Qual a origem das palavras “ficção ” e “metafórico” ?
Muito obrigada.

Resposta:

Maria Tereza:
Voltou de alguma viagem?

“Ficção” vem do Latim FICTIO, “invenção, fato criado e não real”, de FINGERE, “dar forma, aparentar”, originalmente “modelar em argila”, do Indo-Europeu DHEIGH-.

“Metafórico” é do Grego METAPHORA, “uma troca, uma mudança ou transferência”, basicamente do sentido de uma palavra a outra diferente. Literalmente, era “carregar, levar sobre”, de METAPHEREIN, “mudar de lugar, levar sobre si”, de META-, “sobre”, mais PHEREIN, “transportar, levar”.

Pergunta #914

Caro professor:
Obrigada pela presteza da resposta e pela gentil acolhida de Lúcia.
Minha pergunta de hoje é sobre a origem da palavra ATOR.

Resposta:

Joana Beatriz:
Viu? Você mal chegou e já esta abafando.

“Ator” vem do Latim ACTOR, “agente, aquele que faz alguma coisa”, de AGERE, “fazer, realizar”, da uma raiz Indo-Européia AG-, “mover, puxar, guiar”.

Pergunta #913

Ao dar sua sugestão para o nome do site, seja bem esperto, porque este site aqui não aceita “palavras inválidas”, ok”
Minha sugestão:
WWW.IEU DO PROF ALAUZO E CIA LIMITADA. COM.BR

Resposta:

Muito bem, pessoal, o desafio está lançado.
Saiu a primeira sugestão. Só vou julgar quando houver um bom número.

Pergunta #912

EXTRA! EXTRA! CRIAMOS UM SITE PARA NÓS. PODEM TENTAR ACESSÁ-LO, MAS ELE ESTARÁ FORA DO AR PORQUE TEM MUITOS FIÉS COM DÍZIMOS ATRASADOS, INCLUSIVE EU!!!
AH, SE TIVEREM MAIS SUGESTÕES PARA O NOME DO NOSSO SITE, O CONCURSO ESTÁ ABERTO! O JURADO SERÁ O SR. ALAÚZO BALBUÍNO CARMO, “SR.ABC”! O VENCEDOR ESTARÁ CONCORRENDO A UMA VISITA Á BIBLIOTECA CENTRAL DA IEU, COM DIREITO A ACOMPANHANTE, E TUDO PAGO. AH! E MAIS, A UM ALMOÇO COM O PROFESSOR ALAÚZO! AH… NÃO VAI FICAR DE FORA, NÉ??

Boa tarde, queridíssimo Dr. Prof. Alaúzo!
A bênçao!Hoje tenho um desafio. Bom, o senhor é poliglota e entende de francês, né? De onde vem “la balle au chasseur”? Tenho apenas a informação que se trata de um jogo que não se pode ficar com a bola nas mãos,senão fica-se em falta. Será que é do tipo “Batata quente”? Não consegui identificá-lo com uma palavra portuguesa. Como sei que o senhor vai perguntar onde me meti prá encontrar isso, já adianto que estou querendo fundar uma filial da IEU na França, que tal? === risos ===
E mais, qual a origem de: “circumincessão”, “anca”, “permanecer” e “cartuxo”?
Depois de saber de onde apareceu tudo isso vou elaborar uma redação em sua homenagem, tá?

Resposta:

Patrícia:
Parabéns pela criação do site, mas quem é “nós”? Um grupo de adictos à Etimologia?
Seja como for, aceito participar de uma comissão julgadora de nomes e não recuso fazer um almoço (eu cozinho bem!) para quem vencer. Sugiro que o concurso seja só para o belo sexo.

Queridíssimo, eu? Oh, tenho delíquios!
Vou pedir mais um tempinho para ver o assunto do jogo francês. É verdade que sou meio troglodita e entendo mais de um idioma.
Acho que uma filial na França é ótima idéia. Euros… hummm!

“Circumincessão” está escrito certo, hein? Se existir (não encontrei por aí), pode vir de CIRCUMMITTERE, “enviar ao redor, mandar para todos os lados”.

“Anca”: do Germânico HANKA, “quadril”.

“Permanecer”: do Latim PERMANERE, “ficar até chegar o fim”, de PER-, “total, inteiro”, mais MANERE, “ficar”.

“Cartuxo” é de “Cartuxa”, que vem de CARTHUSIA, o nome latino de uma região do Delfinado (França) que seria chamada Chartreuse.

As suas perguntas são tão variadas que fico meio curioso para saber de onde elas vêm.
Vou dar nota para a sua redação. E olhe que sou rigoroso.

Pergunta #911

Bom domingo, prof. Traça, achei muito interessante a pergunta da Joana Beatriz, bem inteligente para quem está começando na arte de perguntar! Aliás, a Maria Tereza sumiu… estará viajando ou perdida em alguma biblioteca??
A perguntinha de hoje: qual a origem da palavra [apêndice] que indica tanto uma parte do corpo humano como um adendo a um trabalho científico. Aproveite e já me diga a origem de [adendo]. Divirta-se nesta semi-chuvosa tarde domingueira!

Resposta:

Lúcia:
Também gostei da Joana Beatriz. E estou sentindo falta da Maria Tereza. Onde andará? Nas bibliotecas que freqüento não a vi.

“Apêndice” vem do Latim APPENDIX, “acréscimo”, de APPENDERE, “juntar, acrescentar”, formado por AD-, “a”, mais PENDERE, “pendurar”. Usado desde 1615 também com o sentido de “pequena parte de um órgão”.
A palavra inglesa “penthouse” vem de APPENDIX mais HOUSE: era um acréscimo que se fazia a uma casa (um “puxado”), definindo-se depois como uma cobertura.

“Adendo” é do Latim ADDENDUM, também “um acréscimo”, de ADDERE, formado por AD-, “a”, mais DARE, “dar”.

Pergunta #910

Qual a origem da palavra “CIÚME”?
Obrigada.

Resposta:

Joana Beatriz:

Esta palavra vem de um sentimento que os romanos chamavam de ZELUMEN, de ZELUS, cognato com o Grego ZELOS, “inveja, ardor, ciúme”.

Pergunta #909

Boa tarde, prof!
Estou precisando de dose dupla, hoje. Ajuda-me! “sustento”; “mágica”; “automático”; “dualismo”; “desfrutar”; “ressequido”; “opcional”; “momento”; “estragar”; “dimensão”; “integrado”. Ufa…. vamos com calma!!! rs…

Resposta:

Delicadeza:
Viu? É nisso que dá! Você fica se segurando e depois não agüenta mais e quer aprender o livro inteiro de uma vez! Aceite o fato de que você pegou o vício e pronto. Como sempre digo, não engorda nem aumenta o colesterol.

“Sustento”: do Latim SUSTINERE, “segurar, apoiar, agüentar”, de SUB-, “abaixo”, mais TENERE, “segurar”.

“Mágica”: do Latim MAGICE, “bruxaria, mágica”, do Grego MAGIKE, “ato praticado pelos MAGOI”, que eram membros da classe sacerdotal. Vem do Persa Antigo MAGUSH, do Indo-Europeu MAGH-, “ser capaz, ter poder”.

“Automático”: do Grego AUTOMATOS, “o que age por sua conta”, de AUTOS, “por si, se”, mais MATOS, “animado, o que pensa”.

“Dualismo”: do Latim DUALIS, que vem de DUO, “dois”.

“Desfrutar”: do Latim DES, intensificativo, mais FRUI, “usar, gozar do fruto de algo”.

“Ressequido”: do Latim SICCUS, “seco, sedento”.

“Opcional”: do Latim OPTIO, “escolha”, relacionado com OPTARE, “desejar, escolher”, do Indo-Europeu OP-, “escolher, preferir”.

“Momento”: do Latim MOMENTUM, “movimento, capacidade de mover”, também “instante”. Contração de MOVIMENTUM, de MOVERE, “deslocar, fazer mexer”.

“Estragar”: do Latim STRAGE, “destruição, catástrofe”.

“Dimensão”: do Latim DIMENSIO, d de DIMETRI, “medir”, de DIS-, “fora”, mais METRI, “medir”.

“Integrado”: do Latim INTEGER, “inteiro, intato”, de IN-, “não”, mais a raiz de TANGERE, “tocar”.

Pergunta #908

Dr. Traça, obrigada por incluir-me de inhapa na resposta p/ Delicadeza. Gosto muito do meu nome por seu significado e o recebi de modo apropriado, pois nasci ao meio-dia ( hora do sol) de um domingo ( dia do sol)!!
Perguntinhas: origem das palavras [inhapa] que usei acima e [ chofre ] – que li num texto sobre a obra de Erico Verissimo ” as personagens não surgem de chofre”.
Abraços.

Resposta:

Lúcia:
Sua inclusão na resposta se impunha .

“Inhapa” vem do Quétchua YAPA, “acréscimo, propina, algo dado de graça”.

E “chofre” é dado como de origem incerta, talvez onomatopaica, mas me atrevo a lembrar os mestres que o Espanhol tem a palavra CHORRO, “jato, saída brusca de material”, cujo sentido e som têm muito em comum com “chofre”.

Pergunta #907

Amado Mestre
Fiz uma pesquisa, pois como Diácono 1º grau da IEU, não poderia deixar uma missão passada pra mim sem um resultado.
“Pandorra”, segundo alguns livros, quer dizer “aquele que começa qualquer tipo de confusão”. Adjetivo ambíguo.
E aproveito para consultar sua infinita sabedoria sobre: “Cântaro” / “Fortuna” / “Efêmero”

PS.Permita-me um recadinho: Patricia-Brusque, maio tá chegando!!!

Resposta:

Prezado Diácono:
Parabéns pela sua pesquisa. Em nenhum lugar vi menção a tal palavra. VOcê tem futuro nesta Igreja!

“Cântaro” vem do Latim CANTHARUS, “grande vasilha para líquidos”, do Grego KÁNTHAROS, “besouro”, devido à forma gordinha e com asas.

“Fortuna”: do Latim FORS, “sorte, oportunidade”. Foi apenas mais tarde que adquiriu o sentido de “riqueza”, provavelmente pelo sentido de “posição da pessoa na vida, atingida por golpes do acaso”, passando por “posição determinada pela riqueza”, até significar “riqueza” em si.

“Efêmero”: do Grego EPHEMEROS, “o que dura apenas um dia”, de EPI-, “sobre”, mais HEMERA, “dia”.

Pergunta #906

Bom Dia Sr.Sapiência!!!
Respondendo à sua pergunta “estranha” não tenho aparelho de GPS nem meus amigos, estou esperando o meu primeiro vencimento da IEU para tratar desse assunto. Mas…minha casa fica mesmo pertinho do rio Tejo eu o abraço todas as manhãs, a alguns passos se encontra o lindíssimo Mosteiro dos Jerônimos, um pouquinho à esquerda está a Torre de Belém de onde partiam as Caravelas, vê se acha fácil.
Quanto à de hoje:
PALADINO
CARIOCA
Caro Sr.Sapiência, se tiver dificuldade na localização me diga, que eu posso recorrer ao Centro de geografia de Lisboa.
Milllllllllll abraços!!!
Da fã além-mar
Selma

Resposta:

Selma:
Está havendo uns problemas com os vencimentos da IEU; o computador central estragou e só estão sendo pagos os meus, infelizmente. Mas esse é um sacrifício que eu faço por todos os participantes da IEU para que eles se aproximem mais da redenção.
Depois falarei mais sobre este meu pedido esquisito.

“Paladino” vem do Francês antigo
PALADIN, “guerreiro”, que vem do Latim PALATINUS, “autoridade palaciana”. Origina-se de PALATIUM, “palácio, residência real”. Um edifício para morada real recebeu este nome em Roma porque se situava sobre a colina chamada Palatina. E esta se chamava assim provavelmente porque, em outras eras, tinha sido defendida por uma estacada, um muro feito de madeira, de PALUS, “estaca”.
Esta é bonita, não?

“Carioca”: do Tupi KARI′OKA, “casa de homem branco”.

Saudações transmarinas.

Pergunta #905

Olá, professor, em primeiro lugar quero pedir desculpas, mas meu computador ainda está problemático e não pude lhe desejar um feliz dia dos professores no respectivo dia, por isso, crendo que “antes tarde do que nunca”, quero felicitá-lo pelo seu tão merecido dia, parabéns!

Gostaria também de lhe pedir a forma grega da palavra FÉ, por favor.

Até mais.

Resposta:

JD:
Dê um jeito nesse aparelho, que você faz falta por aqui.
Agradeço muito a felicitação. Ter clientes “fiéis” é minha grande alegria.
Falando nisso, “fé” em Grego era PÍSTIS. O indivíduo sem fé era ÁPISTOS.

Pergunta #903

Boa tarde, prof.!
Quanto ao meu “chefe” ele não é mal, é pouco observador… não percebeu as descobertas que tenho feito aqui… como estou ficando “inteligente”!!!
Roga a praga nele sim, pois quanto mais “enfermos” tivermos, melhor!
Quanto à origem de lacônica, eu não me perguntei, pois iria fazê-lo ao senhor…rs… Sei apenas o seu significado. Gostaria dessa dose.
Peço também sua ajuda para: “dedicar”, “ronda”, “cláudio”, “teresa”, “lucinéia”. Grata.

Resposta:

Delicadeza:
Se seu chefe começar a revirar os olhos e ter convulsões, não estranhe. Se a coisa não parar em duas horas, tente espargir um pouco de água benta nele.

Eh, eh, ela me conhece… “Lacônico” vem de LAKONIA, a região ao redor de Esparta. Os habitantes de lá eram econômicos com as palavras.
Saber usá-las é sinal de sabedoria; saber NÃO as usar também.

“Dedicar”: do Latim DEDICARE, “consagrar, afirmar, proclamar”, de DE-, “fora”, mais DICARE, “proclamar”, da raiz de DICERE, “dizer”.

“Ronda”: do Árabe RABITA, “guerreiros a cavalo”.

“Cláudio”: era uma importante “gens” romana. A palavra vinha de CLAUDUS, “coxo, manco, o que claudica”. Provavelmente um dos iniciadores deste grupo de famílias apresentava essa característica.

“Teresa”: eis um nome que, por séculos, se usou apenas na Espanha, espalhando-se devido à fama de S. Teresa de Ávila.
Há diversas hipoóteses sobre a origem; a que parece se fundamentar melhor é a de que seja referente a THERASÍA, nome de duas ilhas do Mediterrâneo.

“Lucinéia”: é um de vários nomes derivados de “Lúcio/Lúcia” (olhaí, Lúcia!!), que vinha de LUX, “luz”. Era originalmente usado para os que nasciam com a primeira luz da manhã.

Pergunta #904

Qual a origem da palavra SENSO e RAZÃO?

Resposta:

Salis:

“Senso” vem do Latim SENSUS, “percepção, significado”, do verbo SENTIRE, “perceber, saber, sentir”.
Provavelmente o sentido original era “encontrar seu próprio caminho”, do Indo-Europeu SENT-, “ir”.

“Razão”: do Latim RATIO, “cálculo, entendimento, causa”, de RATUS, particípio passado de RERI, “presumir, pensar”, do Indo-Europeu REI-, “contar, raciocinar”.

Pergunta #902

Carissimo Professor
Por Favor nos ilustrar da verdadeira origem da palavra religiao, imbecil, cesariana
obrigado de novo
Caproni

Resposta:

Caríssimo Caproni:
“Religião” vem do Latim RELIGENS, “aquele que aprecia, que é devotado”, de RE-, “de novo” e LEGERE, “colher, reunir, apanhar”.
A idéia é de alguém que volta várias vezes para colher algo que lhe agrada.

“Imbecil”: do Latim IMBECILLUS, “fraco, débil”, de IM-, negativo, mais BACULUS, “bastão, apoio”. Primeiro a palavra expressava fraqueza física, depois passou a abranger a debilidade mental e agora é um desaforo puro e simples.

“Cesariana”: se você leu que o nome vem de Júlio César, que teria nascido assim, esqueça. Besteira. A palavra vem de CAESUM, “cortado, imolado”, que originou, também “incisão”.

Pergunta #901

Sr. Traça: pagarei o dízimo para não ser excluída desta divertida comunidade ( a Maria Tereza está meio chateada com esta mudança de perfil…) Para pagar o referido dízimo, usarei os ′pilas′ que tenho armazenados. E daí a perguntinha: qual a origem de ′pilas′ que nós, gaúchos, usamos para designar a moeda nacional, qualquer que tenha sido ou seja ( cruzeiro, cruzado, real) ?

Resposta:

Lúcia:
Mais uma fiel que resolve passar aos nossos ombros a tarefa de carregar os bens materiais! Vejam! Ela está a se redimir! Faremos o sacrifício por ela, que estamos aqui é para isso. Depois lhe enviarei o número da minha conta.

E você sabe que outra vez fui batido pela insuficiência de minhas fontes? A palavra “pila” é dada como “de origem obscura”.
Assim, não sabemos a sua origem, só sabemos que precisamos deles.

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