Palavra forro

SIRCO

X-8, o impertérrito, animoso, audaz, bravo, denodado, impávido, intimorato e demais adjetivos laudatórios por ele mesmo escolhidos – mas com toda a honestidade! – detetive das palavras, esta noite se permitiu comer um bauru no Restaurante do Garcia.

O Porco Garcia (apelido que só circulava entre poucos clientes e que jamais era citado na frente dele) tem seu restaurante bem na frente do Ed. Éden, onde se situa o escritório etimológico de X-8.

Aqui este se dedica a ensinar afanosamente a quaisquer palavras, mesmo algumas estrangeiras, as origens delas.

Desde que elas pagassem bem, claro. E elas pagavam com gosto, pois se há uma coisa que deixa uma palavra maluquinha é lhe acenarem com a sua origem.

Enfim, esta noite o detetive foi comer um bauru.

O conteúdo de bacon e maionese dos baurus do Porco Garcia o tornaria material proibido pelas autoridades sanitárias em qualquer outro lugar que não fosse aquele bairro.

Depois de saborear longamente tão insalubre delícia, nosso herói sentiu o de sempre: uma locomotiva dançando um animado pagode no interior do seu abdome.

Ele sabia que precisava caminhar um pouco para tentar digerir aquela refeição que teria mantido uma jiboia quieta por um mês.

Deliciado pelos sabores recém-desfrutados, sentindo culpa por não ter caráter suficiente para se manter longe daquela tentação, o detetive percorreu devagar as ruelas sujas, eternamente iluminadas pela lua cheia.

Foi quando ouviu barulho no fim de um beco, pouco adiante. Curioso, foi espiar.

Chegou até a sua entrada e viu uma faixa com letras irregulares estendida de lado a lado, no alto:

GRAN SIRCO ETIMOLÓJICO!

APRESENTAÇÕES ÚNICAS!

NÃO PERCA!

Intrigado com aquilo, o detetive entregou algumas moedas para o sujeito mal-encarado que fazia de porteiro atrás de um caixote de madeira desengonçado e seguiu até o fundo do beco.

A parede bem dos fundos estava totalmente tapada por um pano com coisas pintadas que pareciam ter a ver com flores e anjinhos esvoaçando, mas X-8 não pôde ter certeza, dada a duvidosa capacidade do pintor.

Um público de palavras e pessoas se sentava em bancos feitos com tábuas mal equilibradas sobre pilhas de tijolos.

Bem naquele momento começava o estranho espetáculo. Um sujeito com capa preta até os pés, cartola puída e longos bigodes negros mefistofélicos, com um ar maligno levemente prejudicado pelos óculos para miopia, apresentou-se, com voz retumbante, como sendo o Conde Potok, o último sobrevivente da família imperial russa, os Romanov.

Ele estaria fazendo uma gira intelectual ao mundo para pagar uma promessa, apresentando palavras e explicando as origens delas; em troca, a divindade o faria ser entronado como Imperador e Autocrata de Todas as Rússias, como lhe era devido por nascença.

Sem mais delongas, estalou um chicotinho e apareceu no palco improvisado uma palavra murcha, esquálida, Currículo.  Enquanto ela dava uma volta desanimada no espaço exíguo, o Conde anunciou:

– Aqui temos, distinto público, uma palavra que vem direto da época das legiões romanas!

Inicialmente ela era curniculus, “pequeno chifre”, um pequeno pingente de metal concedido ao legionário que tivesse pegado o touro pelos chifres numa luta, isto é, enfrentado o inimigo com as mãos nuas, que ele pendurava orgulhosamente da borda de seu capacete.  O curniculus, não o inimigo.

A palavra saiu por um lado e entrou outra, igualmente tristonha:

– Aqui está a conhecidíssima Cesariana. Ela data exatamente do dia do nascimento de Júlio César, o general romano. Por problemas de dilatação do colo uterino da parturiente, ele teve que nascer por uma incisão na barriga dela.

Assim que teve a criança nas mãos, o obstetra disse: “Esta operação, de agora em diante, receberá o nome deste nenê, já que ele vai ser muito famoso. Qual foi o nome que os papais escolheram para ele?”

O detetive, quieto na plateia, não arregalava mais os olhos por falta de espaço.

E assim seguiu a inacreditável apresentação etimológica.

Agora apareceu Miradouro, com a explicação de que se originara de um belvedere às margens do Rio Douro, em Portugal, de onde se “mirava o Douro”.

A seguir, surgiu Forró. Esta foi originada no Nordeste quando os americanos tiveram uma base militar ali, na Segunda Guerra Mundial. Em algumas  ocasiões, eles faziam festas for all, isto é, “para todos”, não apenas para os militares estrangeiros.

E aí foi a vez de Testemunha, que surgiu devido ao hábito romano de, ao se fazer um juramento, colocar a mão nos testículos.

E então desfilou, muito constrangida, a palavra Enfezar, “que vem de fezes, demonstrando que quem está sujo com elas só pode estar muito incomodado, raivoso”, disse o Conde, pavoneando-se pelo palco, fazendo rodar a sua capa de tecido sintético, e estalando o chicote – que nem sempre produzia o estalo desejado, diminuindo consideravelmente o efeito esperado pelo Mestre de Cerimônias.

Aí veio Cronologia, cuja origem era o deus do tempo grego, Cronos, que tinha originado diversos termos eruditos relacionados ao tempo e sua medida.

O detetive não pôde se agüentar. Colocou-se em pé e berrou:

– Não é nada disso! Tudo o que esse sacripanta disse é mentira! Ele está explorando essas pobres palavras e dando falsas origens!

O público ficou estarrecido. O apresentador puxou a cartola um pouco para trás, num gesto indignado, e enrolou dramaticamente a capa nos ombros.

Ia abrir a boca para se manifestar, os olhos fuzilando, quando X-8  lançou uma torrente de explicações:

– Para começar, Currículo vem é do Latim curriculus, de currere, “correr, cumprir um percurso”. É um documento que descreve o percurso profissional de uma pessoa, a sua carreira.

E Cesariana vem do verbo latino caedere, “cortar”, que nos deu igualmente “incisão”. Nada tem a ver com o nome do nascituro.

Mesmo porque, naquela época, essa cirurgia só se fazia in extremis, ou seja, num caso perdido, apenas para salvar a vida de uma criança cuja mãe estivesse à morte. Se ela por acaso não tivesse morrido ainda, a infecção do corte certamente a levaria em pouco tempo. E Aurélia, a mãe de César, sobreviveu por bastante tempo ao nascimento dele.

Miradouro se formou a partir de mirare, “espantar-se, olhar demoradamente, olhar com muito interesse”, mais o sufixo –orius, formador de adjetivos.

Quanto a Forró, deriva do Francês faux-bourdon, um tipo de composição musical, que deu em nosso país “forrobodó” e depois “forró”.

Testemunha vem do Latim ter, “três”, mostrando que ela é uma terceira parte numa causa, nada tendo a ver com as querelantes. Ou assim devia ser, pelo menos.

A pobre Enfezar ali (a essa altura, as palavras da apresentação tinham saído de trás da cortina e olhavam, espantadas, aquela manifestação)  vem é do Latim infensare, “ter hostilidade contra, encarniçar-se com, perseguir”. Nada tem a ver com fezes, palavra que deriva de faex.

Para terminar, Cronologia vem do Grego khrono, “tempo”; nada tem a ver com o deus Kronos, que aliás não era deus do tempo coisíssima nenhuma. Os gregos nem sequer tinham em seu panteão um deus para o tempo.

O “kh” inicial indica nossa transliteração da letra grega “chi”, que tem o som de “ch” alemão, tornando essas palavras tão distintas entre si quanto “rolo” e “bolo” em nosso idioma.

Em conclusão, EU DENUNCIO! Denuncio este conde de araque como um escravagista de palavras e mentiroso, que está desencaminhando as palavras de menor idade aqui presentes e enganando o público pagante, sabe-se lá com que intenções malignas por trás!

Os presentes, que sabiam que X-8 era o maior intelectual do bairro  – o único, aliás –  ergueram-se dispostos a fazer um linchamento, atividade que o pessoal das redondezas achava particularmente divertida.

Armaram-se com paus, pedras, garrafas plásticas vazias e avançaram para o palco.

O Conde deu um passo atrás, fez um ar feroz e ripostou:

– Nada disso! Se pensam que me intimidam, saibam que não vão conseguir! Sou um nobre, altivo e bravo!

E tranquilamente digo: prefiro fugir a morrer! – e se escafedeu por uma abertura que tinha preparada por trás das cortinas e que o levava a uma moto que tinha preparada no beco de trás para o caso de algo dar errado.

Não pôde ser alcançado de modo algum pelos circunstantes indignados. À distância se ouviu morrer o ruído da moto e as gargalhadas do fugitivo.

De qualquer jeito, as palavras do “Sirco” foram resgatadas e carinhosamente acolhidas no bairro.

X-8 teve seu dia de herói. Muitas e muitas vezes, anos depois, ele contaria de sua coragem épica, acrescentando uma liberdadezinha literária aqui e outra ali…

Resposta:

Moradas

 

Desde que a nossa civilização fixou geograficamente para cuidar da agricultura, todos nós nos abrigamos em algum tipo de residência, trabalhamos em alguma edificação, nos divertimos dentro de algum prédio. Já que isso é tão comum, vamos dar uma olhada na origem de palavras relacionadas com esse assunto.

CASA- em Latim, esta palavra designava uma cabana, barraca, tugúrio, choça, edificação rural de pequeno porte. Ela não era usada para nomear moradas de boa qualidade. Com o correr do tempo, no entanto, ela passou a ser usada para residências térreas, independente de qualidade.

As moradas melhores eram chamadas de domus. Daí resultaram derivados como domínio, domo, domicílio e muitos outros.

Domus também podia ser usado para dizer “pátria, país”: domo emigrare, “sair do seu país”.

Para aqueles que confiam na recompensa futura aos seus bons feitos nesta vida, existe uma inscrição muito sonora e concisa para uma lápide: Domus Secunda Donec Tertia. Como tantas frases latinas, a tradução direta é impossível. O sentido da frase é “Esta é a minha segunda casa, enquanto espero a terceira”, isto é, o Céu.

CABANA – vem do Latim capanna, com poucas alterações.

CHOÇA – é uma palavra que se originou de pluteus, que era o nome dado pelos romanos a uma fortificação temporária feita em madeira, complementando as de pedra.

TUGÚRIO – esta palavra de som meio fúnebre, usada para designar uma morada de muito baixo nível, era quase a mesma em Latim: tugurium.

EDIFÍCIO – vem do Latim aedes, “casa, mansão”. O nome acabou se fixando nos edifícios que existiam em Roma e que tinham até cinco andares, usados como morada para as pessoas de baixa renda. Eles eram chamados insulae, “ilhas”. Continham apartamentos muito pequenos, absolutamente desconfortáveis, com péssimas condições de ocupação. Formavam verdadeiras armadilhas em caso de incêndio.

Havia um magistrado romano que era chamado de aedilis. Competia-lhe cuidar de questões de habitação (daí o nome), abastecimento, inspeção dos mercados, etc. Derivou daí o outro nome dado aos nossos vereadores, que às vezes se tratam um ao outro de “nobre edil”.

Um acréscimo feito a uma residência, como uma peça a mais, costuma ser chamado de “edícula”. Esse nome vem justamente de aedes, com o acréscimo do sufixo diminutivo.

MANSÃO – vem do Latim mansio, de mansus, particípio passado de manere, “ficar, permanecer”, relacionado com o Grego menein, “permanecer”.

Tal palavra acabou designando uma casa de grandes dimensões e de muito boa apresentação.

MANSARDA – apesar da semelhança, não tem relação direta com “mansão”. Vem do Francês mansarde, palavra feita a partir do sobrenome de François Mansart, arquiteto falecido em 1666. Foi ele quem criou os telhados com duas inclinações de cada lado, a de baixo mais inclinada que a de cima.

Até hoje casas com este tipo de cobertura são as preferidas para histórias assustadoras. Nada como um telhado destes para evocar fantasmas desembestando de correr atrás de mocinhas indefesas que serão defendidas por mocinhos intrépidos e que logo depois de resolverem a questão vão ser felizes para sempre.

TELHADO – esta palavra se impõe a partir do paragráfo aí acima. Veio do Latim tegula, “telha”, de tegere, “cobrir”. Em Biologia, tegumento é o nome dado à pele que cobre um animal.

PRÉDIO – do Latim praedium, que vem de praes, “fiador, aquele que garante um empréstimo, bens do fiador”. Em Direito Romano, era a garantia em imóveis que era dada para se obter um empréstimo.

Ou vocês acham que naquela época os negócios ainda eram feitos com o fio da barba? Isto deve ter terminado com a expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden.

TERRENO – todo prédio se situa num terreno, pelo menos aqui neste mundo. E esta palavra vem do Latim terrenum, “formado de terra”.

A linguagem eclesiástica passou a usar esta palavra com o sentido de “ligado a este mundo”, em oposição às coisas relativas ao outro mundo, isto é, “celestiais”.

PÁTIO – seria bom que todas as moradas tivessem um pátio para as crianças poderem brincar. Tal palavra vem do Latim patere, “aberto, amplo, visível”.

CORREDOR – o nome vem do verbo latino currere, “correr”. É uma peça da casa que interliga as outras e normalmente se mantém desimpedida, de modo que dá até para correr ao longo dela. Em Português a sua origem é evidente, mas para os povos de língua inglesa é um achado.

Nos palácios dos últimos Luíses da França os arquitetos ainda não tinham incorporado a idéia do corredor, de modo que se tinha que passar de um quarto para outro para chegar até onde se queria. Essa é mais uma razão para as camas antigas terem aquelas colunas nos cantos e dosséis de tecido que ocultavam o seu interior.

QUARTO – vem do Latim quatuor, “quatro”. Inicialmente teve a significação de “a quarta parte da casa”, talvez não em área mas em função.

Essa denominação foi usada numa frase de pára-choque de caminhão: “Estou rezando 1/3 para encontrar 1/2 de te levar para 1/4.” O motorista era sincero.

COZINHA – do Latim coquere, “cozinhar”. Seu particípio passado era coctus. Nas longas viagens marítimas a massa era cozida duas vezes para formar uma espécie de bolacha, para evitar o bolor. Por isso aquele alimento era chamado de bis, “duas vezes” + coctus, “cozido”. Era o nosso conhecido biscoito, que ficava com uma consistência semelhante à madeira de lei.

Os enfeites em biscuit, um tipo de porcelana, se chamam assim porque o material é cozido duas vezes também. O nome dado a eles é o que se usa em Francês.

BANHEIRO – era o local do domus dedicado à higiene pessoal. Como se podia tomar banho ali, o nome veio de balneum, “banho privado”. A palavra “privado” é usada aqui porque, na antiga Roma, era costume se tomar banho em estabelecimentos públicos, onde eram feitos encontros entre amigos e se discutiam as fofocas mais recentes.

ESCADA- muitas vezes se necessita este meio de passar de um andar para outro numa edificação. Seu nome vem do Latim scalare, “subir”.

A comparação entre uma escada, com os degraus por onde a pessoa se desloca em comprimentos predeterminados, deu origem à escala, uma série de notas musicais com intervalos definidos ou uma convenção para efetuar diversas medidas..

Na Idade Média, as escadas que levavam aos torreões dos castelos voltavam-se sempre para a direita de quem subia. A idéia era facilitar o eventual uso da espada de um defensor que estivesse na posição mais elevada e dificultar a manobra da arma por parte de quem atacava.

Dá para imaginar um corpo de elite para atacar torres de castelos, composto apenas por canhotos.

ELEVADOR – quando este existe, é mais fácil usá-lo do que subir pela escada… O seu nome vem do Latim elevare, “erguer”.

Note-se que a construção de edifícios com mais de cinco andares só foi possível a partir da sua invenção. E como se deu esta?

Um certo Elisha Otis era chefe dos mecânicos numa fábrica de camas em Nova Iorque, em 1852. Em certo momento, foi preciso levar máquinas pesadas para os andares superiores do prédio e ele inventou um mecanismo de alçar pesos com dispositivo de segurança automático que impedia a queda.

Sua idéia fincionou tão bem que ele saiu da empresa, fundou a Otis Steam Elevator Company e em 1857 instalou o primeiro elevador de passageiros numa loja de louças na Broadway.

Note-se que os primeiros elevadores, como diz o no
me da empresa pioneira, eram movidos a vapor. O primeiro elevador elétrico começou a funcionar em 1899.

ESCADA ROLANTE – rolante vem de rotulum, “cilindro, pequena roda”, que vem do Latim rota, “roda”.

A mesma empresa Otis desenvolveu este equipamento em 1900, para a Exposição de Paris. A idéia já existia, mas o que se usava eram rampas rolantes, as quais ocupavam mais espaço porque precisavam ser mais inclinadas.

Quando escadas rolantes foram instaladas no Metrô de Londres, em 1911, a maioria das pessoas se recusava a usá-las, por medo. A Direção do Metrô resolveu o problema com um belo golpe de “marketing”: contratou um homem com uma perna de pau para ficar subindo e descendo o dia inteiro por ali, de modo a tranqüilizar o público.

SÓTÃO – vem do Latim subtulum, de subtus, “o que está debaixo”. Debaixo do telhado, da cobertura da casa, subentende-se.

Hoje são poucas as casas que têm um espaço utilizável entre o telhado e o forro. Mas, quando existe, ele é ideal para se guardar aquelas coisas que jamais vão ser usadas mas que não temos coragem de botar fora. Ou que vão ser necessárias três dias depois que a gente criou coragem para se livrar delas.

A expressão “ter macaquinhos no sótão” era muito usada para designar uma pessoa que tinha alguma coisa estranha por dentro da cabeça.

FORRO – esta palavra, ao contrário das outras, não tem origem latina. Vem do Francês antigo feurre, “guarnição interna”, de origem germânica.

Além de designar a separação horizontal entre o telhado e os aposentos, numa casa, nomeia a colocação de tecido acompanhando o interior de uma peça de vestuário, seja por estética, seja para conforto tátil e térmico.

GOTEIRA – quem vive numa casa que tem telhado e forro muitas vezes tem que se livrar de uma goteira. Este nome vem do Latim gutta, “gota”.

Existe uma substância elástica como borracha chamada guta-percha, que é um material gelatinoso retirado de plantas sapotáceas, cujo nome nada tem a ver com o Latim gutta.

A palavra vem do Inglês gutta-percha, que a tirou do Malaio getah percah, de getah, “seiva, látex” e percah, “a árvore que produz esta seiva”. Trata-se de material de uso importante em Odontologia.

PORÃO – vem do Latim planus, “liso, chato, plano”. É termo náutico; nos navios, designa “o espaço entre o convés mais baixo e o fundo do casco”.

É mais uma peça que não existe nas casas atuais. Parece ser comum ainda em casas americanas. E aparenta ser uma escolha preferencial para esconder corpos, se dá para acreditar nos filmes que passam na TV.

DESPENSA – eis mais uma peça difícil de encontrar numa casa hoje. Seu nome vem de despender, do Latim dispendere, “gastar”, pois era ali que se guardavam as coisas necessárias ao funcionamento da casa e com as quais se havia feito gastos.

Atualmente, nas cidades maiores, os supermercados sempre à mão dispensam a despensa, tomando-lhe o lugar.

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