Palavra greta

FUROS, FRINCHAS, FRESTAS

 

Vivemos topando com soluções de continuidade nos materiais de nosso dia-a-dia, sejam elas rachaduras numa parede ou um furo de cupim na folha de um livro. Elas têm diversos nomes em nosso idioma, cada um com sua origem.

 

FURO  –  do Latim forare, “furar”. E este por sua vez veio do Indo-Europeu  bhar-,  “furar, cortar”, que gerou o Latim ferire, “transfixar com ferro”, ou seja, “ferir”.

 

FRINCHA  –  sua origem é controversa. Silveira Bueno sugere o Calabrês fringulo, “retalho, pedaço pequeno retirado de algo”.

 

FRESTA  –  do Latim fenestra, “janela”, do Indo-Europeu bhan- ou phan-, “brilhar”, já que a função de uma janela é fazer entrar a luz num aposento.

 

GRETA  –  do Latim crepitare, ranger, fazer ruído, estalar”, pois o ato de formar uma rachadura ou fenda em algo costuma se acompanhar por um ruído do material se partindo.

 

FENDA  –  do Latim findere, “partir longitudinalmente alguma coisa”. O particípio passado deste verbo é fissus, que originou nossa palavra  fissão, que pode se aplicar a diversas substâncias ou mesmo a átomos, bem como fissura, “abertura ou fenda estreita”.

 

BURACO  –  também deriva do Latim forare. Do particípio passado deste verbo, foratus, surgiu a forma antiga furato, que mais tarde passou a buraco.

 

PERFURAÇÃO  –  de furo, com o radical per-, “através, de todo”.

 

ABERTURA  –  do Latim aperire, “abrir”.

 

BRECHA  –  do Francês brèche, “brecha”, do Gótico brikan, “romper, quebrar”. Esta palavra originou também o Inglês break, “quebrar”.

 

POÇO  –  do Latim puteus, “buraco, poço”.

 

CISTERNA  –  pode ser igual a um poço, mas recolhe apenas água da chuva.

Do Latim cis terram, “abaixo da terra”, onde cis, além do usual “do lado de cá”, significa “abaixo daqui”.

 

RACHADURA  –  possivelmente do Latim re-, intensificativo, mais ascla, “acha, pedaço de madeira”, que levou ao verbo rachar.

 

RUPTURA  –  do Latim  rompere, “quebrar, partir, romper”.

 

ROMPIMENTO  –  vide acima.

 

CRATERA  –  do Latim crater, do Grego krater, “vaso para misturar vinho com água” (eles bebiam o vinho diluído), de keránninai, “misturar”, do Indo-Europeu kra-, “misturar, confundir”.

 

VALA/VALO  –  do Latim valla, plural de  vallum, “paliçada, trincheira”, possivelmente de um radical val-, “cobrir, defender”.

 

FOSSO  –  do Latim fossus, “o que foi escavado”. Os fósseis que fazem a alegria dos paleontólogos se chamam assim porque são o resultado de escavações.

 

DRAGAGEM  –  do Inglês drag, “arrastar”, que originou o nome de um instrumento para limpar valados de plantação, uma enxada.

 

REGO  –  provavelmente sob influência do Celta rica, “sulco”.

 

TÚNEL  –  do Inglês  tunnel que deriva do Francês tonel, “barril”, que acabou desenvolvendo o sentido de “cano, tubo” e mais tarde o de “passagem subterrânea”.

 

TRINCADURA  –  talvez do Latim truncare, “partir, romper”.

 

Resposta:

FUROS, FRESTAS, FRINCHAS

 

 

Vivemos topando com soluções de continuidade nos materiais de nosso dia-a-dia, sejam elas rachaduras numa parede ou um furo de cupim na folha de um livro. Elas têm diversos nomes em nosso idioma, cada um com sua origem.

 

FURO  –  do Latim forare, “furar”. E este por sua vez veio do Indo-Europeu  bhar-,  “furar, cortar”, que gerou o Latim ferire, “transfixar com ferro”, ou seja, “ferir”.

 

FRINCHA  –  sua origem é controversa. Silveira Bueno sugere o Calabrês fringulo, “retalho, pedaço pequeno retirado de algo”.

 

FRESTA  –  do Latim fenestra, “janela”, do Indo-Europeu bhan- ou phan-, “brilhar”, já que a função de uma janela é fazer entrar a luz num aposento.

 

GRETA  –  do Latim crepitare, ranger, fazer ruído, estalar”, pois o ato de formar uma rachadura ou fenda em algo costuma se acompanhar por um ruído do material se partindo.

 

FENDA  –  do Latim findere, “partir longitudinalmente alguma coisa”. O particípio passado deste verbo é fissus, que originou nossa palavra  fissão, que pode se aplicar a diversas substâncias ou mesmo a átomos, bem como fissura, “abertura ou fenda estreita”.

 

BURACO  –  também deriva do Latim forare. Do particípio passado deste verbo, foratus, surgiu a forma antiga furato, que mais tarde passou a buraco.

 

PERFURAÇÃO  –  de furo, com o radical per-, “através, de todo”.

 

ABERTURA  –  do Latim aperire, “abrir”.

 

BRECHA  –  do Francês brèche, “brecha”, do Gótico brikan, “romper, quebrar”. Esta palavra originou também o Inglês break, “quebrar”.

 

POÇO  –  do Latim puteus, “buraco, poço”.

 

CISTERNA  –  pode ser igual a um poço, mas recolhe apenas água da chuva.

Do Latim cis terram, “abaixo da terra”, onde cis, além do usual “do lado de cá”, significa “abaixo daqui”.

 

RACHADURA  –  possivelmente do Latim re-, intensificativo, mais ascla, “acha, pedaço de madeira”, que levou ao verbo rachar.

 

RUPTURA  –  do Latim  rompere, “quebrar, partir, romper”.

 

ROMPIMENTO  –  vide acima.

 

CRATERA  –  do Latim crater, do Grego krater, “vaso para misturar vinho com água” (eles bebiam o vinho diluído), de keránninai, “misturar”, do Indo-Europeu kra-, “misturar, confundir”.

 

VALA/VALO  –  do Latim valla, plural de  vallum, “paliçada, trincheira”, possivelmente de um radical val-, “cobrir, defender”.

 

FOSSO  –  do Latim fossus, “o que foi escavado”. Os fósseis que fazem a alegria dos paleontólogos se chamam assim porque são o resultado de escavações.

 

DRAGAGEM  –  do Inglês drag, “arrastar”, que originou o nome de um instrumento para limpar valados de plantação, uma enxada.

 

REGO  –  provavelmente sob influência do Celta rica, “sulco”.

 

TÚNEL  –  do Inglês  tunnel que deriva do Francês tonel, “barril”, que acabou desenvolvendo o sentido de “cano, tubo” e mais tarde o de “passagem subterrânea”.

 

TRINCADURA  –  talvez do Latim truncare, “partir, romper”.

 

Resposta:

Étimos obscuros?

Em minha profunda inspiração, gostaria saber a origem de palavras que IMAGINO serem de origem incerta. Ei-las:
GRETA
FANHICE
SURRUPIAR
FARRAPO
FARPA
SARRAFO
Se TODAS forem duvidosas, mereço uma torta de chocolate, você não acha?

Resposta:

Hum, parece que assumiu que gosta de nos arranjar sarna.

1) No sentido de “abrir fenda em”, é do Latim CREPITARE, “estalar, fazer  ruído”.

2) No sentido de “qualidade do que é fanha”, parece não existir. Mas “fanha” tem óbvia origem onomatopaica.

3) Do L. SURRIPIARE, “tomar às escondidas, furtar”.

4) Do Espanhol HARAPO, “trapo, andrajo”, de HARPAR, “rasgar tecido, colocar tiras ou rebarbas em pendão”.

5) Idem acima.

6) Finalmente um com origem controversa!

Em todo o caso, em nossa interpretação, você está devendo uma enorme torta de chocolate para a Redação inteira.

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