Palavra seqüestro

ASSOCIAÇÕES

 

Os seres humanos tendem a formar duplas ou grupos para a maioria de suas atividades. A procriação é uma delas.

Há outras finalidades, muitas decentes, honestas e legais e outras nem tanto. As palavras que definem as pessoas envolvidas variam
muito; hoje estudaremos a origem de algumas delas.

 

COLEGA – vem do Latim collega, “parceiro de trabalho” e se forma por com-, “junto”, mais legere, “escolher, colher, definir”. A ideia é que se trata de uma pessoa escolhida para se trabalhar junto. Mas nem sempre isso acontece.

 

COMPANHEIRO – do Latim companio, literalmente “companheiro de pão, parceiro de
mesa”, de com- mais panis, “pão”. Passa a mensagem de que, para sentarmos à mesa com alguém e partilharmos o pão, esta pessoa há n de ser de nossa confiança.

 

CAMARADA – do Espanhol camarada, “companheiro de quarto”, do Latim camera, do Grego kamara, “aposento com teto abobadado”, do Indo-Europeu kam-, “curvo, arredondado”.

Também para se ter um parceiro dormindo sob o mesmo teto se deve ter confiança, ou o sono não será tranqüilo.

 

COMPARSA – do Italiano comparsa, de comparire, “aparecer, comparecer”, formado pelo Latim  com- mais parere, “aparecer, mostrar-se, estar visível”.

O significado original era simplesmente o de alguém que aparece acompanhando outra pessoa; atualmente está se fixando o de
“companheiro de atos antissociais”.

 

SEQUAZ – deriva do verbo latino sequi, “seguir, ir atrás, acompanhar”.

É interessante saber que muitas vezes os sequazes de um cérebro criminoso se reúnem para fazer um sequestro, que tem a mesma origem em sequi.

No Latim tardio, sequestrare queria dizer “colocar sob guarda”, derivado de sequester, “pessoa de confiança, acreditada, mediador”. É por isso que se usa atualmente a expressão “os bens do acusado foram seqüestrados”.

Isso quer dizer apenas que eles estão indisponíveis, não que estão amarrados e amordaçados em algum porão escuro.

 

ASSECLA – tem a mesma origem de sequaz: de ad, “a, junto”, mais sequi.

 

SEGUIDOR – também deriva de sequi, mas tem a conotação de “simpatizante, partidário, aderente a uma fé”.

 

SICÁRIO – do Latim sicarius, “assassino a soldo”, derivado de sica, o punhal trácio que muitas vezes esses profissionais usavam no desempenho de suas funções.

 

AUXILIAR – do Latim auxiliar, “ajudante, aquele que colabora”, de auxilium, “ajuda, apoio”, de auctus, particípio passado de augere, “aumentar, fazer crescer”.

O devido auxílio faz aumentar a capacidade ou o poder de uma pessoa ou instituição.

 

AJUDANTE – do Latim adjutans, particípio de adjutare, “servir, prestar socorro, ajudar”, relacionado a adjuvare, de ad-, mais juvare, “apoiar, dar força,assistir”. Cogita-se que deva ter relação com juvenis, “jovem”, já que muitas vezes sobra para estes auxiliarem os outros.

Usava-se, em Latim eclesiástico, a expressão Deo juvante, isto é, “Deus ajudando”, “Se Deus ajudar”.

 

ACÓLITO – do Latim acolytus, do Grego akolouthos, “seguidor, ajudante”, de a-, aqui
indicando “associação”, mais kólouthos, uma variante de kéleuthos, “estrada, caminho”.

PARCEIRO – do Latim partiarius, de partitio, “porção”, de pars, “parte”. Refere-se a quem está da mesma parte, do mesmo lado, que outro.

 

SÓCIO – do Latim socius, “companheiro, camarada”, possivelmente outro derivado de sequi.

Resposta:

Crimes

Existe um nome para tudo, inclusive as malfeitorias que os seres humanos fazem uns com os outros.

Lidaremos agora com as origens das palavras que designam essas coisas feias.

Lembrem-se, não tentem fazer isso em casa. Nem fora dela.

CRIME – do Latim crimen, “ofensa, acusação”, de cernere, “escolher, decidir, separar”, da base Indo-Européia krei-, “peneirar, discriminar, distinguir”.

ROUBO – do antigo Francês rober, do antigo Germânico raub, “romper, quebrar”. Provavelmente eles estavam acostumados a quebrar as cabeças que estivessem no caminho sempre que resolviam se apoderar ilicitamente de algo.

FURTO – do Latim furtum, “objeto roubado, atividade ilícita, roubo”, de fur, “ladrão”. Em certa época, a palavra fur foi aplicada ao Diabo, por ser ele um ladrão de almas.

ASSALTO – veio do Latim adsaltus, “ataque, assalto”, de adsalire, formado por ad-, “a”, mais salire, “saltar, pular sobre”.

PUNGA – do Lunfardo, dialeto dos malandros de Buenos Aires, derivado do Italiano meridional punga, “bolso”.

CLEPTOMANIA – do Grego kleptes, “ladrão”, de kleptein, “roubar, agir em segredo”, mais mania, “loucura”.

SEQÜESTRO – veio do Latim sequester, “mediador, pessoa de confiança”, do verbo sequi, “seguir”. Pelo fim do século XV mudou o sentido para “apossar-se por meios autoritários, confiscar”.

PLÁGIO – do Grego plagion, “inclinado, o que usa métodos oblíquos, não corretos”.

PIRATA – deriva do Grego peirates, “assaltante, ladrão”, de peiran, “atacar, hostilizar”.

CHANTAGEM – vem do Francês chantage, “obter dinheiro mediante ameaça”, de chanter, “cantar”, do Latim cantare, “cantar”. Primeiro foi usado no sentido de “ceder a elogios” e depois como “atender a pressões ilícitas”.

FRAUDE – deriva do Latim fraus, “engano, mentira, ofensa”.

Resposta:

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