Palavra solução

ENCERRAMENTOS

 

Nossas atividades têm sempre um começo, por mais que às vezes sejamos preguiçosos demais para levá-las a um fim.

Mas, quando elas são concluídas, seja de forma positiva, seja negativa, para expressar isso foram cunhadas diversas palavras, cuja origem vamos tentar descobrir.

 

CONCLUSÃO – veio do Latim concludere, “fechar, cercar”, formada por com, “de todo, completamente”, mais claudere, “fechar”.

 

ARREMATE / REMATE – de re + matar no sentido de “acabar com um ato, finalizar o que se está fazendo, como uma compra ou uma obra”.

 

ENCERRAMENTO –  de em mais cerrar; e esta vem do Latim serare, “fechar, aferrolhar”.

 

DESFECHO –  de des, com a ideia de “aumento, reforço”, mais fechar, que por incrível que pareça tem origem controversa. Aliás, essa palavra parece ser exclusiva do Português.

 

FECHO –  embora pareça um antônimo da anterior, tem o mesmo significado: “conclusão, fim, remate”.

 

DESENLACE / DESENLAÇAMENTO – vem de des-, opositivo, mais enlaçar, de laço, do Latim laqueus, depois lacius, “laço, nó corrediço, armadilha, argumento mal-intencionado”.

 

LIQUIDAÇÃO –  do Latim liquidare, de liquidus, “fluido, umidade, líquido”, de liqui, “derreter, escorrer, fluir”. Essa aparentemente estranha relação com líquido vem da acepção surgida mais tarde de liquidar como “limpar uma dívida, quitá-la, enxugá-la”.

 

RESULTADO –  do Latim resultare, “saltar para trás, ricochetear”, de re-, “para trás, de novo”, mais salire, “saltar, pular”.

O sentido em Matemática começou nos fins do século XVIII.

Outra forma desse verbo era resilire, de onde veio nossa palavra copiada do Inglês resiliência, que passou de “capacidade de ricochetear” para “capacidade de se recobrar ou de se adaptar”.

 

SOLUÇÃO  –  vem  do Latim solutio, “afrouxamento, ato de soltar algo”, de solvere, “afrouxar, soltar, dissolver”, ligada a uma raiz Indo-Europeia leu-, “afrouxar, dividir, cortar fora”. O sentido de “resposta, resultado, explicação” começou pelo século XVI.

 

 

SUCESSO –  do Latim successus, “avanço, seguimento, resultado propício”, de succedere, “vir depois, chegar perto de”,  formado por sub-, no caso “depois, o seguinte”, + cedere, “ir, mover-se, deslocar-se”. O sentido de “resultado favorável” começou a se firmar no século XV.

 

ULTIMAÇÃO –  vem de último, que vem do Latim ultimus, “último, final, o mais distante, extremo”, que é o superlativo de ulter, “além”.

 

TERMO / TÉRMINO –  do Latim terminare, “demarcar, concluir, limitar”, de terminus, “final, linha de limite”. E esta foi para Roma a partir do Indo-Europeu ter-, base de palavras com o significado de “marcador, poste, limite, objetivo”.

Em Roma se cultuava muito o deus Terminus, que era personificado num poste ou num busto colocado entre propriedades, demarcando os terrenos de ambas. Anualmente, em 23 de fevereiro, ele recebia homenagens e sacrifícios.

Por isso a linha que separa a noite do dia na Lua ou em planetas à observação telescópica se chama terminador.

 

DESENREDO –  como “encerrar uma situação preocupante”, se forma por des– mais enredar. E esta vem do Latim rete, “rede”.

 

FIM / FINAL –  do Latim finis, “fim” e de finalis, “final”. E finis quer dizer “o que divide, fronteira, limite”, figurativamente “conclusão, encerramento, extremidade”. Possivelmente se relacione a figere, “firmar, fixar”, o que nos leva ao que falamos sobre o bom deus Terminus, acima.

Resposta:

Antecipo minha gratidão pela gentileza de sanar minha dúvida.

Palavras: solução

Preciso saber a etimologia das seguintes palavras: Cooperação/ Competição/Solução.

Muito obrigada

Resposta:

As duas primeiras você encontrará na nossa Lista de Palavras.

E “solução” vem  do Latim SOLUTIO, “afrouxamento, ato de soltar algo”, de SOLVERE, “afrouxar, soltar, dissolver”.

Formas Medicamentosas

Existem diversos modos de fazermos uma substância agir em nosso corpo.  Conforme o local a ser atingido, podemos esfregar o medicamento, injetá-lo, engolir… Vamos ver quais as origens das palavras que as nomeiam.

PÍLULA – do Latim pilula, “bolinha”, diminutivo de pila, “bola”.  Originalmente elas eram feitas à mão, com as substâncias sendo misturadas na palma e preparadas como se fossem confeitos. Lá pelo século XVII havia uma pílula que não se gastava nunca. Era uma bolinha de antimônio que era ingerida e provocava uma irritação intestinal daquelas. Depois de fazer efeito, era recuperada, lavada e guardada para usar de novo.

COMPRIMIDO – do Latim comprimere, “apertar junto”, formado por com-, “junto”, mais premere, “apertar”.  Esta apresentação farmacológica consta da substância ativa mais um outro material aglutinante, geralmente amido, tornados em uma só peça por compressão.

CÁPSULA – vem do Latim capsula, diminutivo de capsa, “caixa”. Aqui um fármaco em pó ou grânulos é contido numa pequena “caixa” oblonga, cujas paredes são feitas de gelatina que se dissolve prontamente nos líquidos do trato digestivo.

ELIXIR – do Latim medieval elixir, “pedra filosofal”, que tanto podia transmutar metais como servir para curar qualquer doença;  provavelmente veio do Árabe al-iksir, derivado do Grego xerion, “pó para curar feridas”, de xeros, “seco”.

SOLUÇÃO – do Latim solutio, “afrouxamento, ato de soltar”, de solvere, “afrouxar, soltar, desligar”. É uma mistura de dois líquidos, como o comprimido é uma mistura de dois pós.

CREME – para passar na pele, em princípio sem lipídios na composição. Relaciona-se ao Latim chrisma, “líquido para untar”, do Grego khryein, “untar, ungir”.

Pelo aspecto, o nome creme também se aplicou adiversas apresentações alimentares.

UNGÜENTO – veio do Latim unguentum, “óleo com perfume, essência”, de ungere, “untar, ungir”.  Tem um veículo gorduroso, ao contrário do creme.

GEL – é uma palavra que se começou a usar em 1899, como encurtamento de “gelatina”, que por sua vez deriva do Latim gelare, “tornar frio”.

COLÍRIO – do Latim collirium, do Grego kollyron, “pasta aglutinante”, relacionado com kolla, “cola”.

SORO – Latim, serum, “liquido aquoso”, do Indo-Europeu ser-,  “fluir, correr”.

INJEÇÃO – que medo, ui! Vem do Latim injicere, “lançar em”, formada por in-, “em”, mais jacere, “lançar”. É bem o que a injeção faz: lança uma certa quantidade de líquido no corpo a ser tratado. Pode ser doída, mas muitas vezes é o único jeito de se obter certos resultados.

Resposta:

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