Conversas com meu Avô

[Edição 56]

Cheguei mancando na casa do meu avô e logo fui contando: – Eu estava jogando bola na aula e um dos meus colegas pisou no meu pé! Ui, como dói! O velho me fez tirar o calçado e a meia, examinou-me gentilmente e concluiu que não havia motivo para preocupação pelo pé. Mas pintou um  leia mais

Uma Tempestade [Edição 55]

Eu tinha ido visitar meu avô e cheguei à sua casa sob uma cobertura de nuvens bem escuras, num dia ventoso e frio. Percorri o pátio entre as folhas em revoada e entrei em seu gabinete. Uma gostosura: madeira, couro, livros cuidadosamente arrumados por toda parte, um fogo aceso na pequena lareira. O velho se leia mais

Dois [Edição 53]

Eu tinha lá meus dez anos e estava visitando meu avô no seu fascinante gabinete entupido de livros quando fiz uma das perguntas mais tolas que já cometi: – Vô, o senhor sempre fala na origem das palavras, mas deve haver algumas tão simples que nem origem têm, né? O velho cavalheiro de barba branca leia mais

A Roda [Edição 47]

Eu tinha uns dez anos e era um grande fã das histórias que meu avô contava sobre as palavras. Uma tarde, cheguei ao seu gabinete nos fundos da casa para lhe mostrar o rolamento de esferas que meu pai havia conseguido para mim. – Olha só, Vô, como ele roda bem! – mostrei, orgulhoso. O leia mais

Mais Inesperadas [Edição 46]

Um dia eu estava ajudando meu avô a arrumar seu escritório. Era uma honra que ele me fazia, pois ninguém mais tinha autorização para tocar em seus livros e preciosidades. Mas dava trabalho retirar a poeira de tudo aquilo. Quando lhe perguntei onde colocar um determinado caderno com capa xadrez, ele disse: – Acho que leia mais

O Nome Dos Dias [Edição 44]

Bati à soleira da porta do gabinete do meu avô e o velho cavalheiro me fez entrar, com um brilho de afeto nos olhos claros. Conversamos algumas generalidades e eu lhe trouxe a dúvida do dia: – Vô, por que não existe a Primeira-Feira em nossa semana? Aliás, que história é essa de “feiras”, que leia mais

Ferramentas [Edição 38]

Ao chegar no pátio da casa de meu avô, descobri-o lidando com umas madeiras das estantes de livros que ele estava consertando. – Aí, hein, Vô, trabalhando de carpinteiro para fazer uma graninha? – disse eu. Ele, tentando ocultar que estava contente de me ver, respondeu, sério: – Marceneiro, seu inculto. Carpinteiro é quem trabalha leia mais

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!