X-8 Detetive Etimológico

UMA NOITE DE TERROR II [Edição 95]

(CONTINUAÇÃO)   O conferencista de gabardine chega a um canto daquele cenário macabro e levanta uma espada muito grande e estranhamente leve: – Muitas das execuções de que acabo de falar eram feitas com um objeto como este, uma espada. Esta palavra vem do Grego spathé, “peça achatada de madeira usada pelos tecelões, pá do leia mais

UMA NOITE DE TERROR I [Edição 94]

  Nossa câmara mostra um cenário assustador. Nele aparecem alguns túmulos com cruzes antigas e tortas. Sobre as cruzes, alguns morcegos imóveis. À direita, ergue-se ameaçadora a estrutura de uma forca, com uma corda esfiapada pendente e balançando de modo macabro. No lado oposto, há um grosso cepo de madeira no chão, com um enorme leia mais

LAVAR [Edição 93]

  O Detetive das Palavras X-8 se prepara para receber mais uma palavra-cliente esta noite. Ela marcou hora com antecedência e ele está muito curioso. Ele se tem dedicado aos atendimentos coletivos ultimamente  –  ou seja, explica as origens de grupos de palavras que têm uma origem em comum. Desta vez ele vai atender uma leia mais

OFÍDIOS ASSUSTAM X-8 [Edição 92]

   O incomparável detetive das palavras, X-8, está esperando o grupo de clientes que marcou hora esta noite. Dá para notar que ele está nervoso, agitado, um suor frio porejando da testa. Bem, na verdade não dá para notar que ele está agitado porque sua capa é tão grande que oculta de todo o seu leia mais

NO OCULISTA [Edição 91]

  X-8, o detetive etimológico, está sentado à escrivaninha de seu escritório num bairro que, de tão sujo, nem tem nome. Está corajosamente aguardando que cheguem as palavras-clientes desta noite. Ei-las que entram, titubeantes, ansiosas por saber de suas origens, com o dinheirinho no bolso para pagar o famoso profissional. Quando a última fecha a leia mais

PEDRAS NO MEIO DO CAMINHO [Edição 90]

  Nosso personagem principal, o distinto e único intelectual do seu bairro, o Detetive Etimológico X-8, está passeando pelas ruas perto de seu escritório hoje. Ele tem uma alma de artista: consegue apreciar o aspecto esquálido do entorno urbano e transformá-lo em paisagens absorventes e instigantes. Ninguém mais consegue isso. Pudera. Ele devaneia. Se ele leia mais

CORES DIFERENTES [Edição 89]

  Mais uma noite de trabalho para o celebérrimo Detetive das Palavras X-8 em seu apartamento-escritório de aspecto cuidadosamente decrépito, preparado para dar um clima de emoção e mistério. Ele é um mestre do marketing e sabe que as palavras que o consultam para descobrir as suas (delas) origens pagam mais por uma ambientação romântica. leia mais

CHEFES DE ESTADO [Edição 87]

Hoje o detetive das palavras, X-8, está recebendo mais um grupo de clientes. Mas o que é isso em seu escritório decorado à moda Anos Cinqüenta Degenerados? Diversas palavras-clientes se espalham pelos bancos toscos, mas cada qual ostenta uma dignidade e um brilho dignos de nota. Veem-se ali medalhas, comendas, fitas, galões, franjas, borlas, correntes leia mais

BRILHOS [Edição 86]

   A seleta clientela desta noite para X-8 está se aproximando do escritório dele. Ele percebe isso por causa dos estranhos ruídos estalados que vêm do corredor e pelos reflexos piscantes de luz que entram por baixo da porta. Em breve estão todas as palavras-clientes acomodadas à frente dele, que faz um breve e enigmático leia mais

BARALHO [Edição 85]

Palavras: baralho , curinga , jack , maço , naipe , valete

  Mais uma noite, mais um pouco de dinheiro para o impertérrito (significado: destemido, impávido, sem medo  –  adjetivos que sentam bem com nosso personagem. Pelo menos ele acha.) detetive das palavras, que ganha a vida explicando-lhes as origens. E antes que possamos descrever o escritório poeirento e anacrônico em que ele se encontra, batem leia mais

SINAIS DE PONTUAÇÃO [Edição 84]

  O Detetive das Palavras, X-8, se encontra em seu escritório cuidadosamente empoeirado, à espera do grupo que havia marcado consulta para esta noite. Ao ouvir passos muito leves se aproximando pelo corredor sujo, ele percebeu que era o seu grupo de clientes que se aproximava. Quando bateram à porta, ele mandou entrar. O pessoal leia mais

GLÂNDULAS [Edição 80]

  O detetive está à escrivaninha de seu escritório de investigação etimológica. Batem à porta. Corajosamente ele manda entrar. Pelo menos é o que parece. Na verdade, ele sabe que se trata apenas do grupo de clientes que marcou hora para hoje. São palavras que estão aproveitando a oferta especial para grupos de palavras correlatas leia mais

MATERIAL DE COSTURA [Edição 80]

  Hoje temos reunião no Sindicato das Palavras. Elas estão nervosas, aprestando a Sala de Conferências. Correm para lá e para cá, limpam o chão, colocam cadeiras velhas no lugar, tiram o pó da mesa do conferencista, limpam o quadro-negro que fica por trás dela; atrapalham-se, chocam-se no meio da sala, recomeçam a limpeza. Estão leia mais

ELEIÇÕES [Edição 77]

Nossa Câmara Literária percorre os céus do bairro de X-8. É noite, como sempre por lá. Ruas sujas e desleixadas passam pelas lentes de nosso aparelho, entram em nossas retinas, vão pelo nervo Óptico até… epa, vamos ter que interromper nossa lição de Fisiologia. Estamos vendo um ajuntamento lá embaixo, o que é isso? Desçamos leia mais

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