X-8 Detetive Etimológico

Médio [Edição 56]

X-8, o detetive das palavras, está à espera da cliente desta noite. Ele revisa cuidadamente seus alfarrábios, para não deixar escapar nada quando estiver contando a sua origem. Ela é uma palavra de importância, extremamente requisitada; ela é… Mas eis que ela bate à porta. Ao ouvir que ele manda entrar, com a voz mais leia mais

Fars- [Edição 55]

X-8, O Detetive Etimológico, espera pacientemente sentado atrás de sua escrivaninha. Ao redor, seu escritório Anos Cinquenta, todo em preto e branco, empoeirado e com teias de aranha cuidadosamente colocadas em pontos estratégicos. Ele sabia que isso encantava as palavras que iam consultar com ele para saberem suas origens. Todas elas são louquinhas por descobrir leia mais

Pecus [Edição 54]

O pior bairro da cidade, tão ruim que a Prefeitura desistiu dele e se recusa a reconhecer que ele faz parte da cidade. Numa de suas esquinas se situa o Edifício Éden, com três andares, cada um mais mal-cuidado e sujo que o outro. Ali vivem e trabalham pessoas em atividades não muito recomendáveis. A leia mais

Quatro [Edição 53]

O detetive das palavras, X-8, está à espera da sua palavra-cliente desta noite. Ela havia marcado uma sessão antecipadamente, de modo que o detetive havia feito as devidas pesquisas nos seus alfarrábios e estava com o resultado delas devidamente datilografado num papel meio amassado com uma máquina de escrever antiga. Datilografar à moda da Idade leia mais

Vazio [Edição 52]

O impoluto detetive das palavras, X-8, está se dirigindo ao Bar do Garcia, em frente ao Edifício Éden, onde tem seu escritório de atendimento etimológico. De vez em quando ele entra numa espécie de surto, diz que morrer todos vão mesmo e pergunta qual é a vantagem de deixar esta vida completamente são; nessas ocasiões, leia mais

Sócio [Edição 50]

Silêncio! O famoso, impoluto, competente e mercenário detetive das palavras, X-8, está atendendo em seu escritório empoeirado e totalmente em preto-e-branco. Ele está com suas roupas de trabalho, gabardine e chapéu, que o ocultam completamente da vista dos curiosos. Ele se veste assim porque sua atividade não lhe permite chamar a atenção. Senta-se atrás de leia mais

Voar [Edição 49]

Um escritório empoeirado em preto-e-branco. Móveis desleixados, estilo Anos Cinqüenta. Um detetive atrás de uma escrivaninha, rigorosamente uniformizado de film noir: chapéu desabado, gabardine enorme. E, à frente dele, consultando-o, uma palavra pequena mas que sabe da sua importância: Voar. – Muito bem, a senhora deseja saber sua origem e quer conhecer parentes seus que leia mais

Palavra, Etc. [Edição 48]

Um bairro cinzento tanto de dia quanto de noite, sujeira pelas ruas, descaso municipal, descuido dos habitantes, perigo rondando – o local onde se situa o Ed. Éden, com três andares contendo apartamentos onde as pessoas se dedicam a estranhas atividades. Um deles é o do impoluto X-8, o Detetive Etimológico, que ganha a vida leia mais

Lida Com O Campo [Edição 47]

Hoje o bravo detetive etimológico, aquele profissional certificado por si mesmo, aquele que faz tudo pelas suas palavras clientes contanto que elas paguem, está esperando uma palavra que marcou com antecipação sua consulta. Estas são suas ocasiões preferidas: assim ele tem tempo de fazer uma boa pesquisa e impressionar a consulente, parecendo que sabe tudinho leia mais

País [Edição 46]

Uma palavra curta se aproxima da porta do fundo do corredor do terceiro andar do Edifício Éden, que se situa no bairro mais abandonado e sujo da cidade, numa zona tão insalubre que até os ratos estão considerando se mudar para um lugar mais digno. Até chegar à porta que ostenta apenas uma placa de leia mais

Ex- [Edição 44]

O corajosíssimo detetive etimológico X-8 está sentado, intrépido, atrás de sua escrivaninha. Bravamente equilibrado sobre sua cadeira guenza giratória de imitação barata de couro branco com braços de madeira roída de cupins, ele encara sem temor a porta do seu escritório. Ele sabe que por ali passará, em poucos minutos, mais uma palavra cliente, que leia mais

Vai Às Favas [Edição 42]

É uma noite normal de terça-feira nas vizinhanças do Edifício Éden. Tudo como sempre: a sujeira pelo chão; os ratos e baratas fartos de tanto comer o material que os amáveis moradores disponibilizam, numa carinhosa demonstração de interesse ecológico; a lua cheia tornando ainda mais preta e branca a paisagem, os transeuntes olhando desconfiados para leia mais

Pejota e o Som [Edição 41]

Palavras: barulho , embrulho , musa , música , rádio , ruído , som

O bravo detetive, impoluta e discreta figura com uma gabardine enorme e chapéu desabado que lhe oculta a face implacável, está nas ruas de seu bairro, o pior de toda a cidade e quiçá do mundo, correndo gravíssimo perigo. Ele está à cata de um perigoso terrorista, contrabandista de armas nucleares, traficante de drogas, assassino leia mais

Massa [Edição 40]

Um escritório totalmente em preto-e-branco do decadente Edifício Éden, num bairro da cidade cuja existência é negada pela Prefeitura, de tão ruim que ele é. Tudo o que entra ali perde a cor e se qualifica em tons de cinza. Há uma enorme escrivaninha de frente para a porta de entrada, atrás da qual se leia mais

Ajuda Mais Uma Palavrinha [Edição 39]

X-8 estava bastante mudado ultimamente. Ele percebia que não ficava mais tanto tempo em seu escritório, que não se dedicava mais tanto a ganhar dinheiro ajudando as palavras que desejavam saber das suas origens. Seria porque já havia ganho bastante? Por causa da idade mesmo? Mudanças internas por algum motivo desconhecido? Seja pelo que fosse, leia mais

X-8 Ajuda uma Palavrinha [Edição 38]

X-8, facilmente reconhecível pela enorme gabardine e pelo chapéu desabado sobre o rosto que usava para não ser facilmente reconhecido, estava caminhando pelas ruas sujas e nada românticas do seu bairro, aquele cuja existência a Prefeitura negava a pés juntos e afirmava não passar de lenda urbana e intriga da oposição. O detetive tinha acabado leia mais

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