Pergunta #7510

Aninha,

Você disse que depois revelaria sobre quem eram os versos. Eu os li e pensei, ′são sobre quase oitenta por cento dos brasileiros′. Acho que já mencionei que sou filha de imigrantes. O modo de pensar deles era: “Trabalhar é que ajuda a desenvolver o caráter”. Comecei com doze anos. Não por necessidade, mas como diziam, para não crescer preguiçosa. Absurdo! Estudar para quê? Vai casar. É por isso que só agora voltei a estudar. Consegui ′chutar o balde′. Romper com uma educação que me colocava como submissa à família depois ao marido (excelente por sinal). Como nunca abri mão de meus sonhos posso dizer, gostei muito do que você escreveu.
A exploração de mão de obra infantil é feita também nas grandes capitais, na maioria das vezes pelos próprios parentes dos menores e em detrimento do seu desenvolvimento intelectual.

Parabéns!
Beijos

Resposta:

Angélica:

Continuem, continuem. Depois a Traça vai reunir tudo e lançar um livro de Sociologia de fama.
Brincandinho; vocês estão tocando numa verdade enorme.

Pergunta #7509

Tem mais uma coisa: a Thaynara é uma menina que meu pai pegou na favela, para criar. Salvou-lhe a vida! Nós a amamos como se fosse mesmo sangue nosso, talvez até mais. Ela terá chance de estudar, para isso darei o melhor de mim. Quantas meninas talentosas como ela estão pelas ruas, engravidando, se drogando, morrendo? Nada podemos fazer? Podemos amar, não há outra saída.Enquanto a educação no Brasil não for levada a sério, só cada caso sendo tratado particularmente, com amor e esperança de dar felicidade, poderá salvar vidas. Como meu pai fez. Não podemos ficar só lamentando.Cada um prtecisa se mover no sentido de cobrir a falha que o Estado deixa não usando o material humano maravilhosso que temos.

Resposta:

Ana.Maria:

Olhe o outro lado: uma pessoa que faz isso e salva uma vida desta maneira é uma preciosidade que pode ser rara mas não é única.

Pergunta #7508

Vejo aqui tantos estudantes que, parece, estão tendo oportunidades. Uns poucos sabem dar valor a isso, nem todos.E no entanto é um sonho irrealizável para tantas crianças brasileiras, que não desperdiçariam o presente de poder estudar, ir adiante. Eu sou didática, nasci para ser professora.Sei fazer isso.No entanto deixei ir passando o tempo sem fazer metade do que desejaria fazer, e tem coisas que se iniciam na infância ou jamais.Pode ser que eu queira muito mais do que posso fazer, como o menino, mas pelo menos nunca parei de estudar.
Desculpem a guinada, mas o convite para chamar o menino me diz que muitos meninos querem, mas o Brasil não os utiliza e aproveita.

Resposta:

Ana.Maria:

Nós por aqui também temos esse desejo e gosto por ensinar, de modo que entendemos bem o que você sente.

Pergunta #7507

Não há O MENINO. Há um menino .
Eu vi uma reportagem sobre um homem muito talentoso e inteligente, mas com nenhuma chance de estudar, progredir. Já tem tempo e não me esqueço a compaixão que senti, por sabermos todos que ele nunca iria poder dispor daquilo que recebeu.Neste fim de ano escrevi pensando nele e mandei para um amigo que tenho há anos. Ele se emocionou pensando que eu tinha feito para ele. “Não foi”, eu disse,” mas então que seja”. Só aí entendi que era a cara dele, com outro final.
Quantos meninos e meninas estão por aí, tenho recebido nozes e não dentes? Eu tenho feito o possível para remediar isso. O talento não usado pode evaporar.

Pergunta #7506

Olá, gostaria de saber a orígem da palavra obediência.
Obrigado

Resposta:

Luís:

Ela vem do Latim OBOEDIRE, "dar ouvidos a, obedecer, atender", formada por OB-, "a", mais AUDIRE, "ouvir".

Pergunta #7505

origem da palavra deserto

Resposta:

Alda:

Do Latim DESERTUM, literalmente "coisa abandonada", de DESERERE, "esquecer, abandonar".

Pergunta #7504

2)

Por dentro sabia
Que havia mais.
Vive a trabalhar
Desde pequenino
Aquele menino,
Mais um a contar
Na família grande
E no espaço curto.
Livros imagina,
Vôos e lugares,
Casas, avenidas,
Cores, outras vidas,
Palmas e platéias,
Telas, tintas,
Oportunidades
E outras cidades
Onde aprender
Algo que nem sabe
O que pode ser.
Só sabe que é pouco
O que tem ali.
Como nasce gente
Que apenas sente
Que há mais a fazer?

Resposta:

Ana.Poetisa:

Apresente-nos o menino. Faça-o consultar aqui, aposto que ele vai gostar.

Pergunta #7503

Ah, é, Angélica? E eu que fico sempre me policiando, achando que estou demais da conta…
Aí vão uns versinhos de ano novo. Outra hora conto sobre quem é, ok?
———————-

DEUS DÁ NOZES A QUEM NÃO TEM DENTES

Olha para o céu
a tocar violão
de cordas rompidas,
de faces lambidas
e de pé no chão.
Sabe que a vida
era mais, maior,
e aprendeu de cor
nomes de planetas,
astros e poetas,
lugares e datas.
Estuda no nada,
Só de observar
A cada momento
A vida a rolar.
Aprende sozinho
Coisas desta vida
E coisas de vidas
Que não conhecia.

Pergunta #7502

Saudações…
Gostaria de saber a origem das palavras “PAJEM e FÉRETRO”.

Obrigado.

Resposta:

Felipe:

1) Do Francês PAGE, "menino de classe baixa", talvez do Italiano PAGGIO, que derivou do Latim PAGIUS, "servente, auxiliar", do Grego PAIDION, "menino, rapazinho", um diminutivo de PAIS, "criança".

2) Leia "Assunto da Edição" nº 2, "Depois da Partida".
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