Em: Consultório Etimológico

Apolipoproteína, colesterol, estradiol, cortisol, grelina, creatina, cetose

Boa noite, senhores!

Creio incomensurável vossa generosidade em promover clareza diante de uma língua com tantas influências e origem

distante.

Lendo sobre ciências biológicas, divirto-me imaginando o que levou o cientista a nomear suas descobertas. Algumas

são pela forma, como tireoide; outras pela origem, como insulina; outras pela função, como glucagon.

Suponho que apolipoproteína venha de Pólipo, mas não sei a origem deste nem daquele.

Colesterol, estradiol, cortisol e grelina são hormônios bastante importantes para nós.

Já a creatina é fundamental para praticantes de exercícios.

Cetose é algo que ouviremos no futuro, mas alguns poucos já usufruem da cetogênese hoje.

Declaro-me grato por tanto conhecimento já disponível neste ambiente, contudo curiosidade é analgésico para quem

não se contenta com tanta banalidade exposta e aceita para muitos, porém intragável para alguns poucos.

Obrigado!

Resposta:

OESTRUS, “cio”.Thiago, assim você nos deixa ruborizados. Um dos prazeres que temos em nossa atividade é tratar com pessoas de tamanha educação.

1) Nada a ver com pólipo. Foi formada a partir do Grego APO-, aqui com o sentido de “separado, destacado”, mais LIPO, “gordura”, mais proteína,  de PROTO, “primeiro, inicial”, mais o sufixo usado em substâncias químicas –ina.

2) Do Grego KHOLÉ, “bile”, mais STEREOS, “sólido, duro”, pois ele foi localizado inicialmente em cálculos biliares.

3)  De estrogênio, do Latim OESTRUS, “cio”, mais DI-, “dois”, mais -OL, terminação aplicada à função química álcool.

4) De cortisona, encurtamento de corticosterona, do L. CORTEX, “casca, carapaça”, mais o final de colesterol.

5) Do Inglês GHRELIN, sigla de GROWTH-HORMONE RELEASING PEPTIDE, “peptídio liberador de hormônio de crescimento”, um dos papéis que ele exerce.

6) Do G. KRÉAS, “carne”.

7) De cetona, do Latim ACETUM, “vinagre”.

De nossa parte, preferiríamos não ter cetose.

 

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