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Nomes De Países

É freqüente que países, mesmo os recentemente estabelecidos, tenham nomes de origem incerta, nebulosa, discutível. Agora vamos tratar da etimologia dos nomes próprios de alguns países da América do Sul.

argentina – deve seu nome ao desejo dos colonizadores espanhóis pelas riquezas do Novo Mundo. Fica junto a um rio que foi chamado de Río de la Plata, “Rio da Prata”, pelo qual se esperava que o fluxo desse metal, retirado nas minas do Peru, fosse incessante.

E “prata” em Latim se diz argentum.

BOLÍVIA – em 1825, as Províncias do Alto Peru se separaram do território do Vice-Reinado de Buenos Aires. Entre outras coisas, foi necessária a aprovação de Simón Bolívar, com o que o novo país recebeu o nome de República Bolívar. Pouco tempo depois, ele foi mudado para República de Bolívia, por indicação do próprio Bolívar.

BRASIL – há mais de uma hipótese para este étimo. Uma se refere à existência em suas costas de grande quantidade de uma madeira nobre, de cor avermelhada, chamada brasil por lembrar a brasa das fogueiras.

A outra se baseia na existência de mapas anteriores a 1500, nos quais se citava uma ilha ou terra no Atlântico, a oeste das ilhas Canárias, chamada Brasil ou Berzil, nome de origem desconhecida.

CHILE – esta origem tem mais versões ainda. Para uns, viria de Chilli, “lugar onde a Terra termina”, o nome dado ao Vale do Aconcágua pelos Aimarás.

Mas também se diz que a palavra viria do idioma Quéchua Chilli, “região fria”.

E também se pensa que a origem é o Mapuche Chi ou Trrile, nome dado por onomatopéia a um pássaro da região.

COLÔMBIA – em 1819 se fundou a Gran Colombia, com Simón Bolívar à frente das lutas pela independência. Na ocasião, ela ocupava o território das atuais Colômbia, Panamá, Equador e.Venezuela. Em dez anos, estes dois últimos países se tinham separado e o restante recebeu o nome de República de Nueva Granada.

Mais tarde, Bolívar interferiu para uma mudança de nome, sugerindo uma homenagem a Cristóvão Colombo, que descobriu um novo continente que recebeu o patronímico do seu navegador, Amerigo Vespucci.

EQUADOR – Recebeu este nome a partir de 1830, na primeira Constituição do país.

Ora, há no mundo vários países cruzados por essa linha imaginária; por que um deles a teria escolhido por nome?

Ocorre que, no século XVIII a Academia de Paris desejava enviar seus sábios a medir um arco do meridiano terrestre para estudar as dimensões da Terra. Na época, a única região pela qual passava essa linha e que era considerada civilizada era a Presidencia de Quito, pertencente à Espanha. Obtida a aquiescência do rei da Espanha, a missão foi cumprida e a região passou a ser conhecida como Tierras del Ecuador.

E “equador” vem do Latim aequator, “o que iguala (porque divide uma esfera em duas partes iguais)”, de aequis, “igual”.

PERU – mais um nome com incertezas. A palavra deriva de Biru, Beru ou Pelu, respectivamente originários de uma região, um cacique ou um rio.

PARAGUAI – em Guarani, um dos seus idiomas oficiais, esse nome se forma por Paraguá, “marinheiro”, mais Y, “água, rio”.

Mas pode ser que venha do nome da tribo que habitavam o local, os Payaguá.

Este país é o único cuja bandeira tem duas faces diferentes, sabiam disso?

URUGUAI – mais um nome meio incerto. Em Guarani, esta palavra viria de Uruguá, “caracol do mar”, mais Y, “rio dos caracóis”.

Mas há quem afirme que o correto é “rio dos pássaros” ou “rio dos belos pássaros coloridos”.

VENEZUELA – em 1499, o explorador espanhol Alonso de Ojeda descobriu, perto de Maracaibo, um conjunto de moradas lacustres. Isso lhe lembrou fortemente a cidade de Veneza, também recortada de canais entre as moradas, o que o fez nomear a região como Venezuela, “pequena Veneza”.

Mais tarde o nome se espalhou para todo o país.

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