Palavra camelô

origem de dessas duas palavras ” Camelo e corda”

Palavras: camelô

Gostaria de saber se as palavras “Camelo e Corda”, são de uma origem comum ou semelhante sem conexão no seu significado. Grato. Também gostaria de contribuir com esse site para sua manutenção.

Resposta:

Camelo  vem do Latim CAMELUS, do Grego KÁMELOS, do Hebraico ou Fenício GAMAL, possivelmente do Arábico JAMALA, “carregar, transportar, levar”.

Corda é do Latim CHORDA, do Grego KHORDÉ, “tripa de animal”. Portanto, não há relação entre elas.

Agradecemos muito a sua generosa oferta; talvez chegue o dia.

Etimologia

Palavras: camelô

Qual a origem do vocábulo: camelô. Com as devidas referências.

Cordialmente,

Carlos

Resposta:

Ele vem do Francês CAMELOT, “vendedor ambulante”, do Árabe HAMLAT, “tecido de lã”, metaforicamente designando “material grosseiro e barato”.

Quanto às devidas referências, entre em nossa Lista de Palavras e olhe o verbete referência1.

CÂMERA

 

Um dia perguntei  para meu avô a diferença entre câmera e câmara.  Ele me olhou e foi sentar na sua poltrona de couro; eu pensei “Oba!”, me ajeitei à sua frente e esperei a sua fala pausada:

– Uma palavra do Indo-Europeu, como tantas, deu muitos frutos nas línguas que derivaram dela. Ela é kam-, que significava “dobrar, torcer, arquear, encurvar”. Daí resultaram o Grego kamara e o Latim camera, “quarto com teto abobadado, recurvo”, comum em prédios antigos.

De camera veio camarada, “companheiro de quarto”, um costume em épocas em que os quartos abrigavam várias pessoas ao mesmo tempo, e indicativo de que aquele sujeito era de confiança. Dormir perto de alguém com um punhal afiado e intenções pouco santas em relação à saúde da gente é pouco prudente.

Hoje, chamar de câmara um quarto ou qualquer aposento de uma residência está
correto, mas é de pouco uso. Essa palavra é mais indicada para o recinto onde são feitas reuniões ou atividades deliberativas e mais ainda para o grupo de indivíduos que ali se reúnem, como um conselho, uma junta ou algo desse teor.

Agora, esse nome também pode ser usado para designar o que antes se chamava de “máquina de tirar retrato”.

– E o que é que tem que ver um quarto com uma máquina dessas, Vô?

– Se você contiver essa sua inquietação eu conto, seu impaciente. Ocorre o seguinte: os artistas europeus muitas vezes usavam uma espécie de caixa fechada com uma lente que projetava em seu interior  as imagens de fora, como meio para desenhar com fidelidade antes de pintar por cima. Esse artefato se chamava em Latim camera
obscura,
“quarto escuro”, pois lembrava um aposento escurecido.

– Quer dizer que esses tais artistas famosos ficavam era colando as imagens, é?

– Pois tudo indica que vários se serviam desse auxílio, especialmente para quadros de paisagens rurais e urbanas. Mas eles também recorriam a um sistema um pouco mais complicado, a camera lucida, o “quarto claro”, que usava prismas para projetar a imagem e dispensava a caixa escura.

– E aí? Chamo a tal máquina de retrato de câmera ou de câmara?

– Atualmente se usa mais a palavra que pegamos emprestada do Inglês, camera.
Mas qualquer uma pode ser usada, o que importa é que você tire fotos bonitas.

– Hum… e camelo, Vô? Veio daí também? É por causa da corcova redonda?

– Não, essa vem do Grego kámelos, do Fenício gamal, o nome do bicho. Mas, se você anda atrás de derivados de kam-, mesmo que distantes, posso citar cambaio. Essa palavra que designa “de pernas tortas, estropiado”, veio dessa sua nova conhecida.

O mesmo podemos dizer de cambalhota, que é “descrever curvas girando com o corpo”. E de cambota, “peça em arco, armação arredondada”. E que pode ser usada como sinônimo de cambaio também.

– Ih, Vô, algumas eu não conheço, acho que nem se usam mais!

– Devo reconhecer que não fazem parte do vocabulário da maioria na atualidade
–  deu um suspiro  –  mas também, com essa falta de cultura…

Enfim, devemos fazer o que podemos. E o MEU neto não vai ser inculto, ou vou ter que usar uma vara para ajeitar isso!

Eu sabia perfeitamente que a ameaça era apenas retórica, mas fiz uma cara de aterrorizado. E ele fingiu que acreditou; a gente se gostava muito. Prosseguiu ele:

– Da mesma origem, contamos também com o verbo cambar, que quer dizer
“entortar, caminhar de pernas tortas, fazer com que algo se incline”.

E deste verbo veio o cambão ou cambo, uma vara recurvada na ponta para colher frutas na ponta dos galhos.

Fiz uma cara de inocente:

– Ué, mas as frutas não vêm do supermercado?

– Não provoque, rapazinho, que até eu sei que você não é tão burro como aparenta. Ainda me lembro de usar um cambão no sítio do meu avô. E não pergunte se o Brasil já tinha sido descoberto.

– Ah, tá, Vô…

– Temos também o termo náutico cambona, que descreve uma mudança repentina no curso de uma embarcação, uma curva pronunciada. E que se aplica também a um carro de bois, já que eles são mantidos juntos por um jugo ou canga. Palavra que, aliás, vem do Celta cambica, que vem de.. de…

Kam! – disse eu, trunfante.

– Impressionante como este meu neto anda sabido ultimamente. E, se os bois estão muito cansados e começam a andar torto, ou seja, cambalear?

Sabendo que ele gostava de preparar armadilhas, hesitei.

– Fique tranqüilo, rapaz, a origem é a mesma.

E quando você vir seus pais usando uma peça de roupa para não saírem da cama com aquele jeito amarfanhado de repolho que a gente costuma ter ao acordar, o chambre, lembre-se dos homens em alguma caverna, há uns dez mil anos…

– O quê, Vô, eles usavam um chambre sobre as peles de urso?

– Nãão, seu desastrado, espere a gente terminar de falar! Eu estava dizendo que, nessa ocasião, você deve se lembrar que o nome dessa peça vem do Francês robe
de chambre
, “roupa de quarto”, sendo que chambre vem de…

– Do Latim camara, do Indo-Europeu kam-!  –  gritei.

– Muito bem, você ainda vai ser um grande etimologista como este seu modesto avô.

Mas por hoje chega. Vamos brincar um pouco com o gato, que já dormiu bastante e precisa de exercício.

Resposta:

Ahã, sei…

Palavras: camelô , chacina , lhama , skunk

Também acho que vc tem alergia ao TUPI… Tá tão empolado que fica até me “tirando de tempo”. Claro que na hora que perguntei por atol e atolar, elas não se encontravam aqui no consultório! Ora, pois!

LHAMA, CAMELO, SKUNK e CHACINA.
Uma dessas é pra te provocar. Sabe qual?

Resposta:

Arre, Tupi, etc.! 

Não estavam no consultório? E como é que estavam na Lista de Palavras? Hah!

1) Do Espanhol LLAMA, do Quéchua LLAMA, que os Espanhois traduziram inicialmente como “ovelha”. É esta a provocação?

2) Do Latim CAMELUS, do Grego KÁMELOS, do Hebraico ou Fenício GAMAL, talvez relativo ao Árabe JAMALA, “suportar, carregar”.

3) De um dialeto algonquino SEGANKU, de uma fonte que significava “urinar”.

4) Do L. SICCINA, “preparado através da secagem”.

comercio

Palavras: ambulante , camelô , mascate

A origem das palavras: mascate, camelô e ambulante.

Resposta:

1) De MASCATE, cidade da Arábia de onde vieram comerciantes Árabes para o Brasil no século XVII.

2) Do Francês CAMELOT, “vendedor ambulante”, do Árabe HAMLAT, “tecido de lã”, metaforicamente designando “material grosseiro e barato”.

3) Do Latim AMBULARE, “andar, caminhar”.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!