Palavra écloga

pitaya?

É verdade, vocês têm razão: a colocação do artigo, embora sutil, já é suficiente para determinar a origem por que eu procuro. Nem tinha reparado nisso. São as nuances da língua… Ótima observação!
Lary, você gosta de pitaya? Eu já a experimentei há uns tempinhos e não gostei dela, não, por mais linda que ela seja. Ela é muito mais bonita que gostosa. E é cara!!
E, para não parecer que eu só quero conversar, digam-me: de onde vêm TEODOLITO, NINHARIA, ÉCLOGA, PABULAR e LEVIGAÇÃO (última do dia)? Se vocês me deixarem, pergunto se a última tem alguma relação com levitar, mas, como vocês não me deixam, então eu não pergunto.

Resposta:

Para lidar adequadamente com Etimologia a gente precisa usar de uma metalinguagem, que usa certas convenções para tornar claro que estamos tratando diretamente com palavras e não com seus significados; ou seja, que estamos estudando a palavra em si e não escrevendo um texto em que a usamos.

Se não empregássemos as maiúsculas, o Itálico, o negrito, as aspas, nossos textos seriam incompreensíveis.

1) Nada a ver com “pedra de deus”. Vem do Latim THEODOLITUS, de origem desconhecida. Provavelmente resulte de um erro de tradução antigo.

2) Do Espanhol NIÑERÍA, “infantilidade, coisa de criança”.

3)  Do L. ECLOGA, “poesia pastoral”, do Grego EKLOGE, “escolha, seleção”, de EK, “para fora”, mais LEGEIN, “escolher”.

4) Do L. PABULUM, “pasto, alimento, forragem”. Daqui acabou se formando o verbo que significa “desdenhar, vangloriar-se” por comparação a quem tem posses e delas se vangloria.

5) Do L. LAEVIGATIO, “polimento, pulverização”, de LEVIS, “liso”.

Não deixamos, não. E assim evitamos um vexame.

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