Palavra monilíase

monólogos

Meio atrasado, eu sei (e também que era brincadeira), mas digo mesmo assim: se eu tomar conta do site, ele vai falir. E… quais as origens das palavras TERRACOTA, VOLUTA, PROSÁPIA, HERPES e DARTRO? E quanto à MONILÍASE, por que será que tem esse nome? Algo a ver com aquele “monile” (colar) de que vocês falaram há pouco? É porque candidíase também pode afetar a garganta? Mudando de assunto: eu morro de vergonha quando eu procuro na lista uma palavra sobre a qual eu mesmo tinha perguntado, acreditam? Mas, se pensar por outro lado, guiando-se por esse mesmo raciocínio, eu chegaria à conclusão absurda de que vocês já decoraram toda aquela lista de palavras, de cabo a rabo. Aliás, já que filologia (nem sei se é esse o nome certo) e etimologia são áreas afins, vejam, por curiosidade, que essa última expressão veio de “de Cidade do Cabo a Rabá” (isto é, do sul da África ao norte desse continente). Se vocês duvidam, peguei essa informação daqui: http://www.filologia.org.br/ixcnlf/6/12.htm. Só não sei se o site realmente é fidedigno em se tratando de origem de expressões. Talvez seja, não sei. E também não sei por que cargas-d’água estou falando sobre isso. Escrevi a expressão, fiquei curioso e pesquisei de onde veio. Pra terminar, quero dizer que fico muito irritado com uma coisa: quando eu quero achar uma palavra pra perguntar, ela já foi respondida. Agora, quando eu sei o que perguntar, o meu limite já se estourou. Por que será que isso acontece, hein? Lei de Murphy, só pode. Lacônico, também, será?

Resposta:

Quem disse que era brincadeira? Além do mais, o que o site tem para falir?

1) Italiano, TERRA COTTA, “terra cozida”.

2) Do Latim VOLUTA, “curva aplicada em Arquitetura”, de VOLVERE, “virar, fazer curva”.

3) L., PROSAPIA, “estirpe, família, nobreza”, de PRO, “à frente”.

4) Do Grego HERPES, “serpente”, de HERPEIN, “rastejar, espalhar”.

5) Do Francês DARTRE, “moléstia dermatológica”, do Latim DERBITA, de origem gaulesa.

6) O sufixo -ase indica doença; no caso, gerada por um fungo que se apresenta ao microscópio como um colar de contas.

Tão precocemente e já está com problemas de memória, Faustim?

Nosso palpite sobre a expressão “De cabo a rabo” é que ela foi feita apenas para formar uma repetição sonora. Mas ideias desse tipo abundam em nossa selva etimológica urbana.

Gratos pelo elogio implicito que nos fez.

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