Palavra banco

Tia Odete Vai Ao Banco

– Boa tarde, Senhor Vigilante, o senhor vai bem? Sabia que o nome dessa sua função deriva do Latim vigilare, “cuidar, vigiar”, de vigilis, “acordado, atento”, de uma fonte Indo-Européia weg-, “ser forte, ser ativo”?

Como? Preciso largar os objetos metálicos nesse guichê para passar pela porta giratória, ahn, está certo. Aliás, não me deixe esquecer de lhe dizer que guichê vem do Francês guichet, “janela para atendimento ao público”, diminutivo do antigo Escandinavo vik, “recuo, recesso, esconderijo”.

Então lá vai… as chaves, o alicate, o saquinho de moedas antigas – vá que elas retornem à circulação um dia, nunca se sabe – o canivete, o broche de minha avó, o celular que comprei há cinco anos e não tive tempo de aprender a usar, o radinho de pilha, as pilhas usadas para largar num lugar de descarte adequado, pilhas novas – três jogos, para nunca ficar na mão – garfo e faca de mesa para alguma emergência gastronômica, porcas e parafusos variados para o caso de alguém precisar, uma batedeira de ovos manual que eu tinha perdido, veja só!, um ímã potente para catar algum objeto de metal do chão, grampos para cabelo, clipes para papel, diversas correntes com medalhas de santos de minha devoção, que deles eu preciso muito em minha atividade…

Não, não terminei, meu senhor, tem mais ainda aqui na bolsa e … Ah, o Sr. Gerente ali libera minha passagem porque o povo está se aglomerando atrás de mim e protestando. Muito agradecida.

Sr. Gerente, em retribuição pela gentileza, vou-lhe contar que o estabelecimento que o senhor comanda se chama banco porque na Itália banca queria dizer “mesa”, o móvel sobre o qual se faziam os negócios, inicialmente com moedas metálicas.

Sim, e quando o profissional fazia algum mau negócio que o colocava fora da atividade, ele quebrava a mesa, assim entrando literalmente em bancarrota, o que queria dizer “mesa quebrada”. Ou talvez a mesa fosse quebrada pelos clientes que tivessem saído prejudicados pela situação, não sei dizer com certeza. Tampouco posso garantir pela integridade do crânio daqueles comerciantes.

Mas eu preciso chegar ali ao balcão, palavra que vem do Italiano balcone, “parte alta de uma mureta”, do Germânico balko, “trave, elemento atravessado”. Quero fazer umas perguntas à moça do caixa, palavra esta que veio do Italiano cassa, do Latim capsa, que era o nome dado às caixas cilíndricas onde os cidadãos de Roma guardavam os seus livros.

Não, não pense que estou doida falando em caixas cilíndricas para livros, não; é que os livros que eles usavam eram cilíndricos mesmo, o Sr. já deve ter visto nos filmes os senadores lidando com os rolos de papiro que se usava naquele tempo. Não dava para ler comendo cachorro-quente, pois o molho e a mostarda iriam prejudicar seriamente o texto.

Enfim, dessa capsa veio a nossa caixa em geral, e também a palavra inglesa cash, que agora em bom Português quer dizer “dinheiro”.

Hein? Ah, estão chamando-o com urgência ali para um assunto inadiável, pois não, está bem. Vou acertar minhas coisas aqui e depois passarei pela sua sala, pois eu o achei um jovem muito afável e merecedor de conhecer mais sobre Etimologia.

Ah, posso passar para a fila dos idosos? Eu pensava que este meu corpinho disfarçava bem, mas vou aceitar porque ela está mais curta, só por isso.

Idoso, embora haja controvérsias, deriva do Latim aetas, “idade, era, época”.

Falando nisso, senhoras e senhores que estão também aguardando a vez de serem atendidos neste simpático estabelecimento, saibam que fila vem do Francês fil, “corda, fio”, do Latim filum, com mesmo significado. Uma fila também é alongada e fina, como um pedaço de fio.

Aqueles que aguardam para receber seus proventos provavelmente sabem que esta palavra é do Latim proventum, “colheita, resultado, produção, lucro” do verbo provenire, “vir à frente”, formado por pro-, “à frente”, mais venire, “vir”. Se não sabem deveriam envergonhar-se.

… Pronto! Agora que recebi meu dinheirinho, palavrinha que vem do Latim denarius, originalmente o nome de uma moeda feita em prata, subdividida em dez “asses” de cobre, derivado de decem, “dez”, posso retirar-me, mas não sem antes passar para falar com o Sr. Gerente deste local para… ah, uma de suas tias faleceu e ele teve que sair correndo? Mas que fato lamentável! Bem, deixemos a coisa correr então.

Mas avisem-no que na semana que vem virei aqui para consolá-lo com minha conversa.

Até lá.

Resposta:

Tia Odete A Caminho Da Aula

– Com licença, com licença! Epa, desculpe, meu senhor, pisei no seu pé. Desculpe, minha senhora, bati com a minha bolsa na sua cabeça. Desculpe, meu rapaz, pelo joelhaço. Claro que, se não estivessem tão esparramados, isso não teria acontecido, mas tudo bem, eu sou bem-educada.

Bom dia, Senhor Cobrador. Deposito em suas mãos o valor pecuniário de minha passagem. Hum, o senhor me está parecendo tão entediado que vou aproveitar para lhe contar a origem do nome de sua função.

Cobrador vem de cobrar, evidentemente. E cobrar não tem nada a ver com cobra, não, como poderia aventar algum candidato a etimologista menos avisado. O nome do ofídio vem do Latim colubra, “cobra, serpente”, e o verbo de que falamos vem de recobrar, que vem do Latim recuperare, “obter de volta, recuperar”.

Vou-me sentar logo aqui perto do senhor, só para continuar animando-o. Olhe só a catraca que gira a cada passageiro. Que bonita! Imagino que o senhor saiba que o nome dela é uma palavra onomatopaica, ou seja, que imita som que ela faz.

Ela também é chamada de roleta, pela semelhança com esse aparelho que gira para tirar o dinheiro alheio. Roleta vem do Francês roulette, do Latim rotella, diminutivo de rota, “roda”.

Outro nome dado a ela (por que será que gastaram tantas palavras com isso?) foi borboleta, pelo aspecto das “asas” da catraca. A origem desta parece meio controversa, mas parece que veio do Latim papillio, “borboleta”.

Mas eu me esquecia de lhe explicar que estamos dentro de um ônibus, palavra que em Latim quer dizer “para todos”.

Hoje isso pode parecer um pouco estranho, mas inicialmente queria dizer “para todas as classes sociais”, o que foi uma mudança importante nos costumes, já que até então o camponês não podia viajar com o fidalgo.

A palavra foi aplicada ao primeiro veículo de transporte público na França, em 1828. Não preciso dizer que, obviamente, ele era puxado a cavalo. No ano seguinte, o nome foi adotado por uma linha de transporte em Londres e a palavra seguiu seu trajeto de sucesso.

Não podemos esquecer a origem do nome do cargo do moço que tão bravamente nos leva aos nossos destinos, o motorista. Ei, o senhor aí, ao guidom, está ouvindo? O nome do seu cargo deriva do Latim motor, “o que confere movimento”, do verbo movere, “deslocar, mover”.

Esse senhor pode também ser chamado de chofer, do Francês chauffeur, “operador de máquina a vapor – e, por extensão, de outras máquinas”. E isto vem de chafer, “aquecer”, que vem do Latim calefare, “aquecer as mãos esfregando-as”. A origem deste verbo é calefacere, de calere, “estar quente” mais facere, “fazer, tornar”.

Assim, senhor chofer, a sua atividade se liga a um romano, há muito tempo, sentindo frio nas mãos num dia de inverno.

Mas, já que falei em guidom, saiba que esta palavrinha vem do Francês guidon, de guider, “guiar, liderar, conduzir”. Ela não vem do Latim e sim do Frâncico witan, “mostrar o caminho”, do Germânico antigo wit, “saber”.

Para guiar este portentoso veículo, senhor motorista, vejo que o senhor manobra também essa alavanca das mudanças. Informo que alavanca parece vir de “alar”, no sentido de “erguer”, mais uma palavra derivada do Lombardo panka, “tronco, madeira”, que também originou banco, seja este aqui onde pousamos nosso traseiros cansados ou onde guardamos nossos dinheiros suados.

Certamente não podemos nos esquecer dos senhores passageiros: são os que passam, que vão a algum lugar, do Latim passus, “passo”, que é o particípio passado de pandere, “esticar (as pernas)”. Este verbo vem do Indo-Europeu pete-, “espalhar, alargar”.

Este veículo, senhoras e senhores – aproveitando o ensejo, informo que tal palavra vem do Latim vehiculum, “meio de transporte, veículo”, de vehere, “levar, carregar”, do Indo-Europeu wegh-, “ir, carregar”.

Como eu dizia, este veículo nos leva por um trajeto predeterminado. Este substantivo vem do Latim trajectus, “atirado, lançado sobre”, particípio passado de trajicere, “atirar sobre, por cima de algo”. Este verbo é formado por trans-, “através, sobre” e jacere, “lançar, atirar”.

Pode-se dizer também que o ônibus tem uma rota definida. Rota vem do Latim rumpere, “quebrar, romper” e se aplicou no particípio passado, ruptus, a um caminho rompido, aberto com golpes.

Nossa rota passa por avenidas, que vêm do Francês avenue, feminino de avenu, particípio passado de avenir, “chegar”. Inicialmente a palavra era usada na linguagem militar, com o sentido de “meio, via de acesso”.

Além das avenidas, passamos pelas ruas. Tal palavra vem do Latim ruga, “ruga, dobra, sulco”. Isso porque, nas épocas do início de Roma, as ruas todas tinham profundos sulcos, deixados pelas rodas das carroças, o que lhes dava um aspecto de enrugadas, sulcadas.

Isso me lembra algumas colegas que, quando se sentem sulcadas pelas carroças do Tempo, vão correndo ao cirurgião plástico e acabam tão expressivas quanto o piso de um estacionamento vazio. Qui, qui, qui!

Não vou dizer que caminho vem do Celta kamm, “vir”, porque imagino que todos saibam.

E olhem ali a sinaleira no cruzamento! Que bonita, que colorida! Tal nome vem do Latim signum, “sinal”, pois é ela quem nos dá sinais para que o tráfego seja ordenado. É por isso que ela é chamada também de semáforo, do Grego semaphoros, “o que leva um sinal”, de sema-, “sinal”, mais phoros, “portador”, do verbo pherein, “levar”.

Já que eu falei no cruzamento das ruas, ele tem que ver com a palavra crucial, que anda na moda ultimamente. Crucial como “crítico, decisivo”, vem de um termo de Lógica, Instantia Crucis, referente às tabuletas existentes nos cruzamentos das estradas. Elas se situavam em cruz e levavam o viajante a tomar uma decisão, escolhendo um caminho ou o outro.

E as ruas não são formadas só pelas vias para veículos; existem partes delas que são só para os pedestres, as calçadas. Elas se chamam assim porque, em Latim, calcare era “pisotear, bater com pés, calcar”. Esta palavra originou também calcanhar e decalco.

Mas, senhores passageiros, senhor cobrador, senhor motorista, eis que chega o momento da minha descida, com o que vou ter que interromper esta nossa tão animada conversa. O senhor cobrador está com um ar bem diferente de quando entrei, embora eu não o possa definir muito bem.

Dirijo-me agora ao meu local de trabalho, que consiste em tentar controlar um pequeno grupo de demônios com forma de gente. Na verdade, tenho certeza de isso eles não são; acredito que os cientistas do governo tenham feito experiências genéticas com primatas, do qual resultaram aqueles seres que colocaram na minha classe mas que de humanos pouco têm.

Que se vai fazer? Nem todos podemos escolher nosso meios de sobrevivência. Até logo, bondosos e interessados companheiros de viagem!

Resposta:

Móveis Domésticos

Todos nós crescemos entre móveis, em maior ou menor quantidade, mais refinados ou não. De qualquer maneira, eles são uma característica que acompanha os seres humanos desde as primeiras casas. Todos eles têm nomes, e estes nomes naturalmente têm suas origens. Agora vamos passear entre elas.

MESA – do Latim mensa, “mesa”.

Para todos aqueles que dão mesadas para os filhos: esta palavra vem do Latim mens, “mês”, e não de mensa.

Nas eleições, aqueles que se colocam atrás das mesas para controlar os procedimentos são os mesários.

CADEIRA – vem do Latim cathedra, “cadeira de braços”. Era um assento especial, dedicado às autoridades, aos professores e , mais tarde, às autoridades eclesiásticas.

Ainda hoje um catedrático é uma categoria de professor dentro das universidades. A matéria que ele ensina, por isso, se chama cátedra ou cadeira.

As cadeiras, aquela parte do corpo logo abaixo da cintura, levam esse nome porque são a parte que se acomoda ao sentarmos.

BANCO – do Germânico banka, mais exatamente “mesa”. Talvez porque uma mesa pequena destas servia também para sentar, adquiriu para nós o sentido de “assento sem encosto”. Banqueta é um diminutivo, não implicando em grande diferença na prática.

Na Idade Média e mesmo antes, os negociantes de câmbio e empréstimos se colocavam atrás de uma mesa para efetuar seu comércio. Daí veio o nome banco para “instituição financeira”. Se acontecia de eles irem mal nos negócios e ficarem sem condições de trabalhar, a mesa deles era quebrada, de onde nos veio o nome bancarrota, “banca quebrada” em Italiano.

ESCABELO – poucos conhecem esta palavra atualmente. Trata-se de um banquinho bem baixo ou de um apoio para os pés, do Latim scamnum, “estrado”. Mas ele fez parte de muitos romances medievais, onde era o móvel em que o jovem e belo menestrel se sentava para tocar o alaúde para a bela princesa. Conforme o sucesso que fazia, isso podia separar definitivamente a cabeça do pescoço dele, por ordem do rei.

CAMA – do Latim cama, “cama estreita”, provavelmente de origem ibérica.

Um aviso: camaleão nada tem a ver com este assunto. Vem do Grego kamailéon, “pequeno leão”. Camarada tampouco; esta era uma pessoa em quem se podia confiar, tanto que dava para ficar no mesmo aposento que ela (do Grego kamara, “arco” e depois “peça sob teto arqueado, quarto”).

CABIDE – é sempre bom ter um destes para não acabar espalhando a roupa sobre os móveis da casa inteira. Esta palavra vem do Árabe qabda, “garra, gancho”, o que dá uma boa idéia da sua forma e função.

Mas galinha de cabidela não é uma galinha pendurada num cabide pequeno, não. Trata-se de uma galinha preparada com os seus miúdos, também do Árabe kabid, “fígado”.

Há um nome agora pouco usado para “cabide, suporte”, que é mancebo. Esta palavra vem do Latim mancipius, de manu captus, “agarrado à força”. Nas guerras que impuseram o domínio romano à Europa, os jovens mais capazes e mais fortes eram preferidos para escravos.

Trabalhando nas cidades dos seus captores, muitas vezes eles se transformavam em “suporte” da casa pelas suas habilidades e pelo vigor da sua juventude. Daí essa palavra ser aplicada ao móvel, bem como ao homem jovem.

Quando o marido militar saía para suas guerras, para fazer mais escravos, o mancipius às vezes prestava outro tipo de serviços caseiros, mas isto é uma publicação de Etimologia e não de fofocas, razão pela qual nos calaremos.

ARMÁRIO – antigamente era o móvel onde eram guardadas as armas. Mais tarde esse nome se generalizou para móveis com portas onde se guardava todo gênero de objetos.

GAVETA – uma das coisas que é bom um armário ter são gavetas. Este nome vem, estranhamente, de um prato de madeira usado para comida nas embarcações da Idade Média, do Latim gabata. Chegou ao nosso idioma através do Italiano gavetta.

ESTANTE – outra coisa de que um armário precisa são estantes. Tal palavra deriva do Latim stare, “estar, ficar de pé, ficar firme”. Se uma estante não está firme e cai, é porque ela se encontrava instável, de in-, negativo, mais o mesmo stare, ou seja, “não ficava firme, não se mantinha em pé”.

PRATELEIRA – é um sinônimo da palavra anterior. Há duas versões para a sua origem. A primeira, que por mais simples parece ser a mais provável, é de que vem de prato, já que estes eram guardados sobre estas divisórias horizontais.

A outra diz que vem de pratel, “utensílio de metal branco”, que viria de prata.

APARADOR – vem do verbo latino aparare, “dispor, preparar”. É um móvel que “apara”, isto é, “sustenta” coisas. É o mesmo que a seguinte.

BUFFET – esta palavra, que quase só conhecemos de um restaurante com certo tipo de serviço, é o nome do móvel onde são colocados os alimentos que a casa coloca à disposição da clientela.

É uma palavra francesa, com origem indeterminada. Tentou-se aportuguesá-la para bufete, mas ao que parece a idéia não vingou.

BALCÃO – do Lombardo balko, “estaca, trave”, através do Italiano balcone. Em Espanhol se usa para nomear o que por aqui chamamos de “sacada”.

BAR – é praticamente o mesmo móvel acima, só que é o sonho do pessoal que gosta de beber. Vem do Francês antigo barre, “obstáculo, barreira”. Recebeu esse nome porque era um móvel longo que separava os atendentes dos clientes das tavernas, servindo para colocar sobre ele o que a casa oferecia.

Em Inglês, bar também significa “o exercício do Direito”, em alusão ao estrado com mesa que separa o juiz do resto do tribunal.

ROUPEIRO – é o lugar onde se guarda a roupa, evidentemente. E a palavra roupa vem do Germânico raupjan, “despojar, retirar as vestimentas”. É mais uma das palavras ligadas a ações guerreiras que herdamos desse povo.

ESCRIVANINHA – é um móvel para escrever, de scribanus, “aquele que escreve, escrivão” em Latim. É mais um móvel que tende a desaparecer, substituído pela mesinha do computador. Pode ser chamada também de birô.

BIRÔ – é um aportuguesamento do Francês bureau. E esta palavra vem de burel, o tecido grosseiro de lã que era usado para cobrir as mesas dos escriturários após o trabalho. O nome do tecido vem do Latim burrus, “avermelhado”, ligado ao Grego pyros, “fogo”.

SOFÁ – vem do Árabe çuffa, pelo Francês sofa. Originalmente, era usado para designar uma almofada grande sobre estrados de madeira. Mais tarde esse arranjo foi transformado num móvel inteiriço.

POLTRONA – do Italiano poltro, “cama”. Gradualmente o nome acabou aplicado a uma espécie de sofá para uma só pessoa.

Como o sujeito que gostava de passar o dia deitado no poltro o fazia por não gostar de muita atividade,a palavra poltrone acabou sendo usada para designar um preguiçoso, um folgado. E como uma pessoa com estas características não costuma ser das mais bravas em combate, a palavra poltrão hoje em dia designa um indivíduo covarde.

CLOSET – é uma palavra estrangeira, mas quem a colocou em uso não se importou com esse fato, e agora ela é bastante usada. Vem do Inglês close, que por sua vez vem do Latim claudere, “fechar”. Closet ficou como diminutivo de “local fechado”, que é como se apresenta hoje esta pe
quena peça para guardar roupas e se vestir.

CRIADO-MUDO – parece ser uma tradução direta do Inglês dumb-waiter, “pequena mesa portátil ou elevador para alimentos”, onde dumb tinha o significado de “estúpido, incapaz de iniciativa” e waiter, de “criado”.

A idéia era a de comparar o móvel a um criado que não ouviria ou entenderia o que os patrões dissessem, o que era difícil numa época em que eles se encontravam em todas as partes da casa.

“Mudo” vem do Latim MUTUS, o que não fala”.

TAPETE – sem ser um móvel propriamente, o tapete pode ser de muito uso numa residência. A palavra vem do Latim tappetum, do Grego tapes, “coberta, tapete”.

Resposta:

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