Palavra colírio

FORMAS MEDICAMENTOSAS

 

São numerosas as formas que a Farmacologia usa para introduzir no corpo humano substâncias para tratar as doenças. Umas através da pele, outras de engolir, outras doloridas – mas que têm que ser usadas para evitar um mal maior.

A seguir, as origens dos misteriosos nomes usados para elas.

POMADA – veio do Italiano pomata, de pomo, “maçã”, do Latim pomum, “fruta”, porque uma das primeiras receitas incluía maçãs esmagadas.

UNGUENTO – do Latim unguentum, “óleo perfumado, essência”, de unguere, “untar, ungir”.

Na Roma antiga, chamava-se unguentarius o sujeito que trabalhava com esse material, o que hoje diríamos “perfumista”.

CREME – veio de uma palavra latina de origem gaulesa, cramum, misturada com o Latim chrisma, outra palavra que eles tinham para ungüento, essa vinda do Grego khrisma, de mesmo significado.

LOÇÃO – do Latim lotio, “ato de lavar”, de lotus, forma popular de lautus, particípio passado de lavere, “limpar, lavar”.

COLÍRIO – do Latim collyrium, do Grego kollyrion, “emplastro, ungüento para os olhos”.

EMPLASTRO – do Latim emplastrum, “medicamento que permanece sobre a pele”, do Grego emplastron, derivado de plassein, “modelar, dar forma”.

CATAPLASMA – do Grego katáplasma, de kataplassein, “cobrir com gesso”, formado por kata-, “contra, encostado em”, mais plassein.

 SPRAY – é uma palavra inglesa, mas é tão usada que vamos citá-la igualmente. Vem do Germânico antigo spraewjanan, “espalhar”, de uma fonte Indo-Europeia sper-, “espalhar”.

EMBROCAÇÃO – poucos conhecem esta palavra, confessem. Ela designa o ato de passar medicação líquida na pele, como se esta estivesse sendo pintada, e deriva do Grego embrokhe, “loção, remédio de passar na pele”.

INJEÇÃO – ui, dá medo! Este nome vem do Latim injectio, de injicere, “lançar em”, formado por in-, “em”, mais jacere, “atirar, lançar”.

ESCARIFICAÇÃO – algumas vacinas são feitas por este método de raspar a pele em alguns pontos e depois pingar o líquido com os vírus desativados no local.

A palavra deriva do verbo latino scarificare, “abrir por meio de raspagem”, do Grego skariphasthai, “riscar um contorno, esboçar”, de skariphos, “estilo, varinha de escrever”.

COMPRIMIDO – é o particípio passado de “comprimir”, já que eles são feitos apertando-se o pó onde estão misturados o veículo e a substância medicamentosa.

E comprimir vem do Latim comprimere, “apertar, comprimir”, formado por com-, “junto”, mais premere, “apertar”.

PÍLULA – do Latim pilula, “objeto pequeno e arredondado”, diminutivo de pila, “bola, bolota”.

DRÁGEA – do Francês dragée, “confeito com nozes, amêndoas e pistache recoberto de açúcar”, originalmente “mistura de grãos variados para forragem animal”.

CÁPSULA – do Latim capsula, diminutivo de capsa, “caixa, baú, arca”.

PASTILHA – do Espanhol pastilla, diminutivo de pasta, “massa”.

XAROPE – do Italiano sciroppo, do Árabe sharab, “bebida, vinho”.

GOTAS – do Latim gutta, “gota”.

Resposta:

Formas Medicamentosas

Existem diversos modos de fazermos uma substância agir em nosso corpo.  Conforme o local a ser atingido, podemos esfregar o medicamento, injetá-lo, engolir… Vamos ver quais as origens das palavras que as nomeiam.

PÍLULA – do Latim pilula, “bolinha”, diminutivo de pila, “bola”.  Originalmente elas eram feitas à mão, com as substâncias sendo misturadas na palma e preparadas como se fossem confeitos. Lá pelo século XVII havia uma pílula que não se gastava nunca. Era uma bolinha de antimônio que era ingerida e provocava uma irritação intestinal daquelas. Depois de fazer efeito, era recuperada, lavada e guardada para usar de novo.

COMPRIMIDO – do Latim comprimere, “apertar junto”, formado por com-, “junto”, mais premere, “apertar”.  Esta apresentação farmacológica consta da substância ativa mais um outro material aglutinante, geralmente amido, tornados em uma só peça por compressão.

CÁPSULA – vem do Latim capsula, diminutivo de capsa, “caixa”. Aqui um fármaco em pó ou grânulos é contido numa pequena “caixa” oblonga, cujas paredes são feitas de gelatina que se dissolve prontamente nos líquidos do trato digestivo.

ELIXIR – do Latim medieval elixir, “pedra filosofal”, que tanto podia transmutar metais como servir para curar qualquer doença;  provavelmente veio do Árabe al-iksir, derivado do Grego xerion, “pó para curar feridas”, de xeros, “seco”.

SOLUÇÃO – do Latim solutio, “afrouxamento, ato de soltar”, de solvere, “afrouxar, soltar, desligar”. É uma mistura de dois líquidos, como o comprimido é uma mistura de dois pós.

CREME – para passar na pele, em princípio sem lipídios na composição. Relaciona-se ao Latim chrisma, “líquido para untar”, do Grego khryein, “untar, ungir”.

Pelo aspecto, o nome creme também se aplicou adiversas apresentações alimentares.

UNGÜENTO – veio do Latim unguentum, “óleo com perfume, essência”, de ungere, “untar, ungir”.  Tem um veículo gorduroso, ao contrário do creme.

GEL – é uma palavra que se começou a usar em 1899, como encurtamento de “gelatina”, que por sua vez deriva do Latim gelare, “tornar frio”.

COLÍRIO – do Latim collirium, do Grego kollyron, “pasta aglutinante”, relacionado com kolla, “cola”.

SORO – Latim, serum, “liquido aquoso”, do Indo-Europeu ser-,  “fluir, correr”.

INJEÇÃO – que medo, ui! Vem do Latim injicere, “lançar em”, formada por in-, “em”, mais jacere, “lançar”. É bem o que a injeção faz: lança uma certa quantidade de líquido no corpo a ser tratado. Pode ser doída, mas muitas vezes é o único jeito de se obter certos resultados.

Resposta:

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