Palavra continente

DIVISÕES TERRITORIAIS

 

Para fins de definição geográfica, de Censo, econômicos, de soberania e muitos outros, torna-se necessário nomear as extensões territoriais e urbanas; desde muito cedo a Humanidade se dedicou a fazer isso. Veja aqui a origem de algumas dessas palavras.

 

ALDEIA  –  “pequena aglomeração de casas”, do Árabe ad-dayha, com o mesmo significado.

Pode ser chamada também aldeola, aldeota, quando muito pequenininha.

 

POVOADO  –  tem o mesmo significado da anterior. Vem de povoar, de povo, do Latim populus, “povo”.

 

ARRAIAL  –  também designa um lugar muito pequeno. Viria do Árabe ar-rahya, “rebanho” e, por extensão, “plebe, gente, súditos”.

 

VILA  –  neste caso lidamos com um conjunto urbano maior do que uma aldeia ou povoado, mas que ainda não chega a cidade. É do Latim villa, “casa de campo, casa grande, quinta”.

 

CIDADE  –  do Latim civitas, originalmente “condição ou direitos de cidadão”, de cives, “homem que vive em cidade”. Muitas palavras derivam daqui, como civil, civilização, civismo, cidadania.

 

MUNICÍPIO  –  do Latim municipium, “pessoa de uma cidade livre”, de municeps, “cidadão livre, cidade livre”, de munus, “serviço feito pela comunidade, dever, trabalho”, mais a raiz de capere, “tomar, pegar, assumir”.

Entre os romanos, designava uma cidade que tinha o particular privilégio de se governar por suas próprias leis.

Atualmente, no Brasil, designa uma divisão do Estado.

 

ESTADO  –  do Latim status, “condição, situação”, de stare, “estar, ficar de pé”.

A terminação de vários nomes de países como Afganistão, Paquistão, Turcomenistão tem a mesma origem.

 

DEPARTAMENTO  –  em alguns países, um departamento corresponde ao estado brasileiro. Deriva do Latim departire, “dividir, separar”, formado por de-, “de, a partir de”, mais partire, “separar em partes”, de pars, “parte, constituinte de algo”.

 

PROVÍNCIA  –  equivale também aos estados em alguns outros países. Vem do Latim provincia, “território sob o domínio romano”, dado como resultante de pro-, “à frente”, mais vincere, “vencer”.

E isto era coisa que eles gostavam de fazer, embora nem sempre conseguissem.

 

PAÍS  –  do Latim pagus, “distrito rural”, originalmente “área demarcada”, relacionada com pangere, “apertar, colocar no lugar”, que veio do Indo-Europeu pag-, “colocar no lugar, unir, tornar firme”.

 

REINO  –  Do Latim regnum, “reinado”, a estrutura de poder dirigida por um rei, do Latim rex.  E esta, por sua vez, é derivada do Indo-Europeu reg-, “mover-se em linha reta”, daí “dirigir, guiar, comandar, reger”.

Devemos reconhecer que nem todos os reis foram retos e justos no poder, mas isso já é outro assunto.

 

IMPÉRIO  –  do Latim imperium, relacionado ao verbo imperare, “comandar”, formado por im-, “em”, mais parare, “ordenar, preparar”.

Originalmente, imperator era o título dado a um general romano que detinha o imperium, que então designava o poder militar.

 

CONDADO  –  originalmente designava a terra dada por um soberano a um conde. E este título deriva do Latim comes, “servidor, companheiro”, formado por com-, “junto, com”, mais ire, “ir”.

O título começou através da ligação entre um rei e um camarada seu, que muitas vezes o que queria era agradar para ter seus lucros.

 

COMARCA  –  do Latim comarca, de com, “junto”, mais marca, “fronteira, território delimitante, região adjacente a outro país ou soberania”. Administrar áreas nestas condições significava uma responsabilidade especial, o que fez surgir o título de marquês.

 

DISTRITO  –  Do L. districtus, “área de jurisdição”, particípio passado de distringere, “deter, impedir”, formado por dis-, “fora, contra”, mais stringere, ”unir fortemente, apertar firme”, de uma base Indo-Europeia strenk-, “apertado, estreito, torcido”.

 

TERRITÓRIO  –  no Brasil designa uma região que é administrada pela União, sem constituir um Estado.

Vem do Latim terra, “terra”.

 

CONTINENTE  –  do Latim continere, “manter unido, abarcar, conservar”, verbo formado por com-, “junto”, mais tenere, “segurar”. Continente é aquilo que guarda, que retém ou contém alguma coisa. Daí o nome dado às grandes extensões de terra em que se divide nosso planeta.

 

Resposta:

Continentes

Não, não estaremos falando sobre os cinco continentes, placas tectônicas e assuntos da Terra em geral, não.Aqui se trata de lidar com a origem das palavras usadas para denominar as numerosas invenções feitas pela humanidade para poder guardar e transportar produtos, sejam eles sólidos, líquidos ou gasosos.

CONTINENTE – para começar, obviamente. Vem do Latim continere, “manter unido, abarcar, conservar”, verbo formado por com-, “junto”, mais tenere, “segurar”. “Continente” é o que guarda, que retém, que contém alguma coisa. Daí o nome dado às grandes extensões de terra em que se divide nosso planeta. A palavra “contêiner” é um aportuguesamento do Inglês container, usada para as grandes caixas metálicas de transporte de carga, principalmente por via aquática.

RECIPIENTE – do Latim recipiens, “o que recebe de novo, o que recupera”, do verbo formado por re-, “de novo”, mais capere, “tomar, pegar”.

CAIXA – do Latim capsa, nome dos protetores cilíndricos usados para guardar os rolos de papiro de então, época em que os livros não eram feitos com lombada como agora. Passou a designar um tipo de estabelecimento bancário por analogia com a “caixa” onde era guardado o dinheiro. O mesmo se dá com a parte dos estabelecimentos comerciais onde são feitos pagamentos e recebimentos.

GARRAFA – não há completa certeza, mas parece vir do Árabe garaba, “recipiente para transporte de líquidos”. Desnecessário dizer de onde vem “garrafão”, né?

FRASCO – dizem uns que vem do Latim vasculum, “vaso”. Já outros insistem em que vem do Latim tardio flasco, “pequena garrafa”, de origem germânica. Seja como for, parece que essa palavra gerou “fiasco” em nosso idioma. Esta palavra italiana se referia às tentativas falhadas de fazer garrafas nas indústrias da época, que acabavam destinadas a frascos, não sendo usadas para fins mais nobres.

FRASQUEIRA – é uma espécie de valise usada para levar frascos, geralmente de cosméticos.

TONEL – agora passamos para continentes de maior volume. Este recipiente vem do Latim tunna, “couro”, por extensão “recipiente de couro, odre”.

ODRE – pouco se usa atualmente esta palavra que significa “bolsa de couro para líquidos”. Ela pode também ser usada para designar um bêbado, tanto pelo conteúdo alcoólico como pela dificuldade de se manter em pé sem apoio. Deriva do Francês outre, “odre”, do Latim uter, “bolsa, interior de cavidade, útero”.

BARRIL – incerta origem; sugere-se o Latim barra, de origem gaulesa, já que o recipiente é feito por barras de madeira.

BOTIJA – do Espanhol botella, “garrafa”, do Latim butticula, diminutivo de buttis, “odre, tonel”. Ser apanhado “com a boca na botija” significa ser encontrado em pleno ato proibido, seja bebendo o líquido alheio, seja metendo a mão no que não lhe pertence.

ARQUIVO – é um recipiente para papéis. Ou era, antes da era da Infomática. Seu nome deriva do Latim archivum, que veio do Grego ta arkheia, “registros públicos”, de arkheion, “prefeitura, governo municipal”, de arkhé, “governo”, literalmente “começo, origem”.

ESTOJO – deriva do Latim studiare, “guardar, tomar cuidados”, de studium, , “zelo, cuidado, esforço”.

COFRE – uma caixa-forte, por estranho que pareça, tem seu nome derivado de um cesto. Em Latim, cophinus, era “cesto de vime”, sentido que passou a “caixa reforçada para guarda de bens”. Daí veio também a palavra inglesa coffin, “caixão de defunto”.

Resposta:

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