Consultório Etimológico

Pergunta #935

Professor:
Aproveitando a deixa da Lúcia, pergunto sobre a origem da palavra AMBROSIA, o manjar dos Deuses.
Uma boa noite e obrigada.

Resposta:

Joana Beatriz:

Algumas clientes estão com fome hoje, parece.
“Ambrosia” era o alimento dos deuses gregos, que os mantinha sem morrer.
Parece que só a cozinha do Olimpo sabia como preparar esta comida, cujo nome vem de AMBRÓTOS, “aquele que não morre, imortal”. Forma-se de AM-, negativo, mais BROTÓS, “mortal, humano”.
Essa comida era sempre acompanhada pelo Néctar, a bebida divina.
Uma maneira de não morrer que está ao alcance de todos nós é merecer um lugar na memória dos que ficam.

Pergunta #934

olá..

campanha
bastante

estou cada vez mais gostando do site..

Abs

Resposta:

Marcelo:

Tudo faremos para que você comntinue gostando…

“Campanha”: do Italiano CAMPAGNA, do Latim CAMPANIA, “campo aberto, raso”. Era em lugares assim que os exércitos primitivamente combatiam, de onde o uso dessa palavra na linguagem militar.

“Bastante”: de “bastar”, que vem do Latim BASTARE, “suportar, ser suficiente” e do Grego BASTÁZO, “carregar um peso”.

Pergunta #933

Lúcia do céu, sabia que eu não tinha pensado neste problemão???????????
Mas, não se preocupe, no dia do almoço, o Sr. Traça fará jejum pelos membros da IEU e um buffet será contratato exclusivamente para servir o (a) vencedor do concurso, certo? Abraços, Lúcia!!
Ai, ai, se eu continuar assim é capaz do meu professor queridíssimo me expulsar daqui!

Resposta:

Patrícia:

Para ser expulsa daqui você tem que incomodar muito. Não chegou nem longe, que dirá perto.
A questão gastronômica já foi explicada logo abaixo. Portanto, não há problema.

Pergunta #932

Para a Patrícia: até pensei em participar do concurso, mas sinceramente estou indignada com o prêmio: almoçar com o Dr. Alaúzo, que todos nós sabemos que é uma traça gigante e só come papel amarelado, de antigos alfarrábios!! ora! ora!
E para não perder a oportunidade gastronômica, pergunto ao Mestre: qual a origem da palavra [canapé] – aqueles saborosos sanduichinhos que nós, humanos, muito apreciamos ?

Resposta:

Lúcia:

Você me ofende. Quem almoçar comigo vai comer muito bem, eis que meus talentos na cozinha são universalmente conhecidos por 4 ou 5 pessoas. Claro que eu comeria meu mingauzinho de papel ou até um livrinho pequeno, mas os outros pratos seriam supimpas.

Por estranho que pareça, “canapé” vem de… mosquito. Em Grego, este inseto atendia pelo nome de KONOPS. A tela de proteção contra ele se chamava KONOPÉION, CANAPEUM em Latim.
Como ela era colocada sobre o leito, o seu nome passou para este e depois para certos móveis estofados e mais tarde, por uma estranha comparação, para esses sanduichinhos, por terem um formato que lembra os móveis.
Viu só? Traça, mosquito… Hoje o dia é dos hexápodos!

Pergunta #931

Professor, o que é ser críptica?… ai, ai ,ai…
Nossa, acho que vou escrever um livro também!!! Ai, que dor de cotovelo! hahahah

Resposta:

Patrícia:

Você e outras pessoas têm gerado um problema ortopédico sério nas articulações rádio-umerais por aí. Tenho atendido gente com os braços enfaixados por causa disso.

“Críptica” vem do Grego KRYPTÓS, “escondido”. Uma pessoa assim é misteriosa, fala por enigmas, intriga a todos.
Você não lia o Super-Homem, com a sua “Kriptonita”?

Pergunta #930

Primeiramente, boa tarde…
Doutor, gostaria de saber a origem da palavra “prostituição” e se ela tem alguma coisa haver com “adorar outro Deus” ou “adoração Deus”, coisa do gênero (devido ao verbo “prostrar” e do radical “teo”) ou estou viajando? rs

Resposta:

Fábio:

Puxa, você fez uma viagem daquelas… Cumprimento-o pelo bom senso em se assessorar; muita gente teria feito esse raciocínio e saído a contar para os outros.
Mas essa palavra vem do Latim PROSTITUTIO, de PRO-, “à frente”, mais STATUERE, “estabelecer, fazer ficar em pé”. As moças lá pela antiga Roma mostravam seus encantos pelas ruas, am frente aos possíveis clientes.
Na verdade, a origem da palavra não implica em sexo nem em pagamento.
Lida mais com a propaganda do que é oferecido.

Pergunta #929

Caro Dr. Alaúzo:
Muito me encanta, ainda um neófito em computação, iniciar meus primeiros passos em navegação virtual e encontrar um endereço tão satísfatório para quem aos 55 anos ainda tem muita sede pelo saber. Parabéns! Gostaria muito que me autorizasse fazer referência do seu site no meu livro “cheque em xeque”, a ser lançado em breve, onde encontrei a melhor informação sobre a origem da palavra dinheiro e cheque, objeto da pesquisa número 848. Um dos capítulos desse livro fala das curiosidades sobre cheque e dinheiro e muito me honraria receber algo mais completo sobre a origem das palavras cheque e dinheiro.Muito mais ainda me honraria se prefaciasse esse livro.

Resposta:

Oswaldo:
Será que você é “O” Oswaldo que eu estou imaginando? Pelo nome, pelos interesses, por ser alguém que publica livros, meu colega X-8, um grande detetive, diz que só pode ser.
Conte-me o que você faz.
Eu e a equipe agradecemos os cumprimentos e nos alegraríamos muito se fôssemos citados no seu livro.
Nunca prefaciei um livro, nem tenho nome para isso. Mas se o amigo quiser fazer tamanha honra, ela seria toda minha.

Quanto ao dinheiro, ele é um símbolo material de bens; tenho uma tese há muito, de que na verdade ele é uma maneira genial de simbolizar a energia física e mental que foi gasta para a aquisição dos bens (horas de trabalho, investimento em estudo, disciplina, engolir sapos…). Começou como objetos comuns: pontas de flecha, plumas, bicos de aves, conchas, esteiras, material que muitas vezes era usado no dia a dia.
Na Lídia, em 700 AC, foram cunhadas moedas com o peso certificado pelo governo.
O papel moeda foi emitido em grande quantidade pela primeira vez pelo imperador mongol Kublai Khan, no séc. 11.
Na Europa, começaram as notas de papel em 1661, na Escandinávia.
Como os ourives muitas vezes guardavam o metal precioso para outras pessoas, os recibos que eles davam passaram a valer dinheiro. Parece ter sido o início das letras de câmbio ou cheques.
O importante é que o dinheiro flexibilizou o comércio, liberando-o da necessidade das trocas, nem sempre fáceis de efetuar.
Sugiro que você dê uma olhada nas seguintes edições passadas: Assunto da Edição 3, “Deuses Antigos em Nossa Vida”, onde se fala sobre MOEDA; e Conversas com Meu Avô 6, “Cachorro”, onde se cita PECÚNIA.

Pergunta #928

PROF, É UMA EMERGENCIA: DE ONDE VEM REBELDE!!!!!????
FICO ESPERANDO! LIGEIRO, POR FAVOR!!!

Resposta:

Patrícia:
Desculpe; nosso serviço de emergências estava se dedicando a jogar cartas, beber e falar de mulher. Já despedi todos, onde já se viu fazerem isso sem me convidar?

“Rebelde” vem do Latim REBELLIS, “insurgente, rebelde”, de REBELLARE, “rebelar, fazer guerra contra”, de RE-, “contra”, mais BELLARE, “guerrear, fazer guerra”, de BELLUM, “guerra”.

Pergunta #927

Boa tarde, fiéis da IEU (incluindo os caloteiros!)
Olha, não sei se todos ficaram atentos na promoção lançada aqui, após licença presumida do Sr. ABC! Se quiserem participar (p/ os caloteiros é uma convocação!)basta ir até ali no número 912 e verificar as vantagens de participar desta concurso exclusivo da IEU! Não perca a oportunidade!!

Teacher, depois vou esclarecer todas as suas perguntas, tá?! Eu sou uma fiél comportata, não se preocupe!E obrigada mesmo pelo esclarecimento daquela brincadeira. Se eu ganhar o concurso, depois do almoço podemos convidar todos da IEU para jogar “Caçador”! Boa Tarde!!

Resposta:

Esta Patrícia anda cada vez mais esquisita!
Sei que você é uma fiel comportada, mas anda demasiado críptica ultimamente.
Mas topo jogar “caçador” mais tarde, sim.

Pergunta #926

Ora, viva! Então a Maria Tereza retornou! Agora entendi, ela andava passeando em companhia do bruxinho Harry Pottter, nada mal!
Veja o que li na Folha de São Paulo: ” as atuais mazelas da Biblioteca Mario de Andrade não são recentes”, daí a perguntinha sobre a origem de [mazelas].

Resposta:

Lúcia:
Sim, a boa Maria Tereza à casa torna, depois de passear com bruxos por aí.
“Mazela” vem do Latim MACELLA, diminutivo de MACULA, “mancha”.
Certas manchas na pele de uma pessoa ou animal podem ser sinal de doença; daí o uso metafórico da palavra para expressar dificuldades ou problemas.

Pergunta #925

Oi Amado Mestre!

Qual a origem das palavras “Dorico” e “Yônico”?

Resposta:

Cilla:
“Amado Mestre”! Ouçam Cilla!

“Dórico” vem de DORIKÓS, referente à tribo grega dos Dórios, que teve grande importância na cultura do país, tendo dado o seu nome ao dialeto que usava e a um estilo arquitetônico.
E “iônico” (sem “Y”!) ou “jônico” ou “iônio” é “referente à ilha de Iônia (ou Jônia)”, IONIKÓS.
Também marcou o idioma e a arquitetura.

Pergunta #924

Amado Mestre
Perdoe-me pelo meu “desaparecimento”, mas estava arrebanhando mais “fiéis” para a IEU. Afinal precisamos de “dizimistas” para nosso “sustento”.
E afinal de onde surgiu a idéia e de onde vem as “aspas” ????

Resposta:

Rebebes:
“Todo aquele que arrebanhar fiéis para a IEU terá seus pecados redimidos por um tempinho e receberá o dízimo do dízimo que recolher”.
Acho que está na hora de se começar a juntar essas sábias palavras numa obra monumental.
Você tem razão; se os outros não nos sustentarem, como é que vamos comprar carros de luxo e bebidas importadas?

As “aspas” vêm do Alemão Antigo HASPA, “madeixas”. Como “madeixas” podem se situar a cada lado da cabeça, o sinal gráfico que tanto é usado em nosso site, por ficar a cada lado da palavra ou frase, leva esse nome.

Pergunta #923

Ahhh mais uma dúvida que me aborrece a dias!

Existe alguma relação entre as palavras gravata, Gravataí e Gravatá?

Abração!
T.

Resposta:

Tchê Loco:
Essa dúvida aborrece você HÁ dias (verbo haver) e não A dias! Na dúvida, pense se você pode substituir essa palavra pelo verbo FAZER. “Essa dúvida me aborrece FAZ dias” está correto; portanto, use o verbo HAVER: “há dias”.

Suas dúvidas são interessantes. As palavras são parecidíssimas e nada têm a ver na sua origem.

“Gravata” vem do nome aplicado a um adorno de tecido usado ao redor do pescoço pelos mercenários croatas que os reis da França contratavam. Veio da palavra HRVAT, “croata”.

“Gravataí” vem do nome Tupi de determinado peixe, AKARATA′Í.

E “gravatá” é o nome usado pelos Tupis para diversas bromeliáceas, KARAGWATÁ. O nome “caraguatá” é uma alternativa em uso.

Pergunta #922

Olá Dr.! Blz?

Gostaria de saber a origem da palavra “lambisgóia”.

Ahhh e existe uma palavra masculina que expresse o mesmo sentido?

Abração meu querido!
T.

Resposta:

ojymln kztrmio wlioh yomj acye gpxu auwiz

Pergunta #921

Eu de novo.. insistente não?

Qual a origem etimológica de “Sacerdote”?

Grato

Resposta:

Sérgio:
Sua insistência indica o seu interesse. E este me dá prazer, portanto continue.

“Sacerdote” vem do Latim SACERDOS, “aquele que desempenha funções sagradas”, de SACER, “sagrado”.
Palavras parentes: “sacramentar”, “consagrar”, “sacro”, “sacrilégio”.

Pergunta #920

Qual a origem das palavras:

Feminina
Iniciação
Mulher
Fêmea

Obrigada professor

Resposta:

Cilla, bem-vinda.

“Feminina” vem de “fêmea”. E esta vem do Latim FEMINA, que vem do verbo FELLARE, “amamentar, sugar”, sendo esta uma ação exclusiva da fêmea da espécie.

“Iniciação” é do verbo “iniciar”, que vem do Latim INICIARE, “introduzir, iniciar” (originalmente, nos mistérios religiosos), de IN-, “dentro”, mais IRE, “ir”. O iniciado “vai para dentro” de um grupo ou de um conhecimento.

“Mulher” vem do Latim MULIER (acento no “U”), “mulher” mesmo.

Pergunta #918

Ainda sobre a mensagem abaixo:

Esse prefixo RE (os dois no caso)- qual origem deles e dê um exemplo de um e de outro caso

Grato

Resposta:

Sérgio:
Ficou intrigado, é? Dessas dúvidas é que se faz um estudioso.
O prefixo RE- não tem origem perfeitamente definida.
Mas tem pelo menos quatro conotações diferentes:
1) A já citada, de oposição à idéia expressa pelo outro elemento da palavra.
2) A de repetição da ação: “refazer”.
3) A de volta ao ponto de pertida: “repetir”.
4) Com valor intensificativo: “relaxar”.

Pergunta #919

Ainda sobre a mensagem abaixo:

Esse prefixo RE (os dois no caso)- qual origem deles e dê um exemplo de um e de outro caso

Grato

Resposta:

Pergunta #917

Qual a origem da palavra “Revelação”. Entendemos essa palavra hoje como sinônimo de mostrar, tornar explícito, exibir… mas parece, se não me engano, a origem está ligado a voltar a ocultar… como é isso? Houve alguma inversão?

Resposta:

Sérgio:
Você trouxe um excelente exemplo de raciocínio de etimologia popular.
Dá para pensar mesmo que se trata de RE- (de novo) “velar”, ou seja, “encobrir”, e que o sentido tenha mudado.
Só que este prefixo RE-, aí, tem o sentido de “desfazer, ir ao contrário, oposto”.
Portanto, faz todo o sentido combinar “ação oposta” (RE-) com VELARE, “tapar, cobrir,” de VELUM, “véu”, para fazer uma palavra que quer dizer “descobrir, mostrar, destapar”.

Pergunta #916

Para Patrícia:
“La balle au chasseur” se joga assim:
Delimita-se um campo de jogo repartido ao meio, podendo ser até em recinto fechado.
Num lado fica o “caçador”, com uma bola. No outro, os que representam a “caça”.
O primeiro atira a bola; quem for atingido passa a ser “caçador”, mudando de campo e ajudando o primeiro. Os “caçadores” podem fazer até três passes de bola entre si, mas não há muito limite de tempo.
A última “caça” sobrevivente passa a ser o “caçador” inicial da próxima partida.

Este jogo lembra o que em meus colégios de infância se chamava exatamente “caçador”, embora fosse mais emocionante. Os americanos têm o “dodge-ball”, que também faz pensar nele.
Agora minha Patrícia vai contar ou não o que é que anda aprontando com umas perguntas tão esquisitas?

Resposta:

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