Consultório Etimológico

Pergunta #783

Caríssimo Sr. Prof. Dr.Alúzo, só para lhe cumprimentar pelo belíssimo trabalho em cooperação à nossa língua. Daqui das terras portuguesas onde ela nasceu, contemplo e Rio Tejo e penso em Camões, como é rica nossa raíz etimológica.
Bom Trabalho! Com apreço,
Selma

Resposta:

Selma:
Bem-vinda ao nosso humilde consultório.
Muito conforto e alegria nos dá saber que refizemos o caminho para o país de origem de nosso idioma.
Hoje a equipe vai fazer festa devido à sua correspondência.
Não podendo me furtar a dar uma informação, mesmo que ela não tenha sido pedida:
Camões é uma família galega, da qual o primeiro em Portugal foi Vasco Peres de Camões, servidor de el-rei D. Fernando, do qual houve diversas propriedades em recompensa.
Suas armas são: “De verde com uma serpe de ouro, sainte em pala entre dois penhascos prata”.

Pergunta #782

Boa tarde, caro Prof.,
mais um dia que se finda e eis que meus ouvidos descansam um pouquinho após a saída dos meus colegas de trabalho… É bom ficar em silêncio e sentir a calmaria do anoitecer… Bem, o senhor já sabe que não sou política e tampouco poetisa, portanto vou perguntar: origem da palavra” protocolo”. Grata.

Resposta:

Sandra:
Você pode não ser política, mas que tem uma veia poética, tem. Ouvir o silêncio e curtir o anoitecer é para sensibilidades especiais.
“Protocolo” vem do Grego, onde PROTOS queria dizer “o que vem antes, primeiro” e KOLLA era “cola” mesmo.
PROTOKOLLON era a primeira folha a ser colada nos rolos, antes de ser usada a forma de códice com lombada, como os livros atuais.
Nela era colocados comentários sobre o conteúdo do livro, o autor, errata, etc.

Pergunta #781

Dr.Alaúzo:
O jornal Zero Hora publicou,hoje, uma crônica que discorre sobre o sentido da palavra”melancolia”.
E qual seria a origem dessa mesma palavra?
Muito obrigada, mais uma vez.

Resposta:

Maria Tereza:
Acho que eu tinha adivinhado que você ia fazer essa pergunta hoje, pois no dia 9 deste mês coloquei uma explicação na seção “Conversas com Meu Avô”, intitulada “Humores”, que fala exatamente sobre “melancolia”.
Dê um oulinho ali – é nesta mesma edição.

Pergunta #780

Dr.Alaúzo:
Pelo visto, seu site está se transformando em uma grande comunidade ,onde acabamos conhecendo os participantes e sentindo sua falta quando desaparecem.Aliás, por onde andam Ygor,Croquezz,TchêLoco ?
Aproveitando a mesma linha de inspiração da Lúcia, o hino Riograndense, pergunto a origem das palavras “virtude” e “escravo”, que
aparecem no verso “Povo que não tem virtude,
Acaba por ser escravo”
Muito obrigada.

Resposta:

Maria Tereza:
Pois é, também sinto a falta de alguns clientes. Espero que eu não os tenha curado!

“Virtude” vem do Latim VIRTUS, “força moral, hombridade, valor”, de VIR, “homem, varão”, isso na época em que a humanidade ainda não tinha percebido que essa qualidade se encontra (ou não) em ambos os gêneros.
VIR vem do Indo-Europeu UIHRO-, “homem livre”. É interesante a correlação feita há milhares de anos entre a necessidade de ser livre para se poder exercer a plenitude das qualidade humanas.

“Escravo” vem do Latim SCLAVUS, “pessoa que é propriedade de outra”, que vem de SLAVUS, “habitante de uma região do Cáucaso”, pois esse povo estava na rota de grandes movimentos de conquista e tinha seus habitantes muitas vezes tomados pelos invasores.
No idioma eslavo antigo, SLOVENINU queria dizer o que entendemos por “eslavo”. Tal palvra parece derivar de SLOVO, “palavra, fala”, sugerindo que eles se consideravam membros de uma comunidade com o mesmo idioma.

Pergunta #779

Caro Prof., boa tarde!
hoje conversei com muitas pessoas, umas são prolixas, outras rápidas demais em suas colocações… Quero difundir mais a “rapidez” em meu grupo de trabalho. Ajude-me nesta palavra (rapidez), e terei argumentos para conseguir tal ação. Grata.

Resposta:

Sandra:
Espero não ser prolixo nem rápido demais em minha explicação.

“Rapidez” vem de uma fonte Indo-Européia REP-, “agarrar subitamente sem permissão, roubar”.
Daí se fez o Latim RAPERE, “levar embora, arrebatar, saquear”.
E surgiram derivados que, em sua maioria, expressam uma ação feita em tempo curto e com aspectos pouco sociais, como:
“Rapto”: “levar uma pessoa à força”.
“Usurpar”: “apropriar-se de bens ou títulos pelo uso”.
“Rapace”: “aquele que rapina, que se avança sobre o que não é seu”. Parente próximo desta palavra é “rapaz”, pois nesta idade muitas vezes eles têm hormônios a mais e princípios a menos…
“Rápidos”: corredeiras, que “arrastam velozmente”.
“Surripiar”, “subtrair disfarçadamente”.
A palavra espanhola RATO, “instante, momento”, também vem daí.
Acho que isto dará motivo para bastante conversa e risadas.

Pergunta #778

Dr. Traça : vejo que a Maria Tereza retornou com suas perguntas…pensei que ela tivesse nos abandonado!!
Com fervor cívico-gauchesco, pergunto a origem da palavra [façanha], posto que as nossas servem de modelo a toda a terra!

Resposta:

Lúcia:
Pois é, D. Maria Tereza andava meio arredia, talvez viajando. Mas a boa paciente ao consultório torna.
E essa palavra que serve de modelo a toda a terra vem do Latim FACIANA, do verbo FACERE, “fazer”.

Pergunta #777

Hoje não tenho pergunta. Sei que este site não é prá isso, mas só queria dizer “Oi” ao professor mais acessado do ano!

Resposta:

Patrícia:
Você é um exemplo para todos. Mesmo sem perguntas, vem trazer uma maçã para seu professor!
Aproveitando o ensejo, eu ia lhe dar a origem de OI, mas descobri que é uma palavra de formação expressiva, isto é, onomatopaica ou imitativa, não tendo origem definida.

Pergunta #776

Prezado Prof,
Por que, no Brasil, o espiões são chamados de arapongas quando se sabe que os espiões devem ser silenciosos – “huraños” – e esses pássaros são barulhentos?

Resposta:

Silveira, que muito me honra:
Sua pergunta é mui pertinente. Se essa ave tem um nome do Tupi GW′IRA,”pássaro” e PONGA, “que soa”, como é que esse tipo de profissional foi receber tal nome?
É que o nome não se refere a uma característica do trabalho; ele deriva do personagem informante de uma novela homônima de Dias Gomes, de 1991.
Se esta informação se perder, os etimologistas do futuro vão quebrar a cabeça para achar explicações.

Pergunta #775

Em terras distantes, onde nao canta o sabia e que se bebe as vezes em fonte erroneas. Mas como um bom filho prodigo volto a casa e procuro os meus. Curiosidade..sabia o caro professor que ha fontes que diz que OK seria 0(zero mortos? ou seja, voltavam do campo de batalha e diziam ) zero morreram..fonte errada de novo. obrigado e te deixo com a seguinte perg: origem da palavra OBRIGADO E THANK YOU..Caproni

Resposta:

Caproni:
Os seus estarão sempre às ordens aqui, enquanto o país existir.

Pois é, essa expressão “OK” é nada menos que a que tem mais explicações etimológicas no Inglês. O que significa que de nenhuma há certeza absoluta.
Pense só: que batalhas eram essas em que ninguém morria, tão freqüentes que chegaram a adjudicar uma nova palavra ao vocabulário? Estava meio moleza essa guerra…

“Obrigado” vem de OBRIGAR, que vem do Latim OBLIGARE, “fazer obedecer”, formado por OB-, “para” e LIGARE, “atar, unir”. A idéia era “unir por um dever”. Quando agradecemos em Português, dizemos que estamos unidos por um dever de retribuir o favor que nos fizeram.

TO THANK vem do Inglês Arcaico THANCIAN, “agradecer”, THANKOJAN no Antigo Germânico. Deriva do Indo-Europeu TANG-, “sentir, pensar” – que originou também TO THINK.

Pergunta #774

Boa tarde, Dr.Alaúzo:
Esses últimos dias chuvosos de Porto Alegre ,lembraram-me de perguntar a origem das palavras nuvem e cloud.
Muito obrigada.

Resposta:

Maria Tereza:
Chuva, nuvens no céu – uma boa ocasião para tomar chocolate quente.
“Nuvem” vem do Latim NUBES. Sugiro dar uma olhada na seção Assunto da Edição nº 6, “Coisas que Estão no Ar”, onde há mais sobre o assunto.
E CLOUD vem do Inglês Arcaico CLUD, “massa de pedra”, pela semelhança que os cúmulos têm com alguns relevos.

Pergunta #773

Caro Professor
contradicao..a origem da palavra sinceridade nao seria entao o fato de nao se usar cera no marmore? seria esta uma piada ? acredito na sua verssao..outra pergunta; origem da palavra gringo, segundo a sua verssao e da palavra moleque..obrigado e saudacoes “gringas”

Resposta:

Prezado Caproni, em terras distantes onde não canta o sabiá:
Acho que você andou lendo alguma barbaridade etimológica. Minhas fontes indicam com firmeza “sinceridade” como vindo de SIN-, “junto”, mais a raiz de CRESCERE, “crescer”, resultando o sentido inicial “de origem única, puro”.

“Gringo”: talvez você tenha lido para esta origem a lenda que diz que esta palavra foi criada a partir da letra de uma canção,
“Green grow the rashes O”,
que os soldados americanos cantavam na guerra com o México (1846-1848) e da qual os nativos fizeram a palavra “gringo”. Mas a verdade é que essa palavra está atestada no Espanhol desde muito antes, quase certamente derivada de GRIEGO, “Grego”, com o sentido de que era estrangeiro, não se podia entender. Na Idade Média, quando o idioma grego estava perdido para a Europa ocidental, tradutores do Latim, ao encontrarem um trecho em grego usavam a expressão GRAECUM EST; NON LEGUNTUR, “É Grego, não dá para ler”.

“Moleque” é do Quimbundo MU′LEKE, “menino, rapagote”.

A etimologia popular é muito rica. Apenas ainda não deu para descobrir se é apenas coisa de moleque ou se a pessoa é sincera quando acha que descobriu uma origem.

Mais uma coisa: não se trata de minhas versões, e sim das versões de gente do ramo (em geral uns gringos…) em cujas fontes bebo.

Pergunta #772

Caríssimo Prof., bom dia!
Por uns dias estive impossibilitada de participar desta magnífica “biblioteca virtual”… confesso que fiquei com saudades! Por isso, capriche na ajuda, hein!!! Palavras ouvidas na semana e que precisam ser entendidas: meneios; propalado; escopo; soslaio; reciprocidade. Ansiosamente aguardo! Obrigada!

Resposta:

Sandra:
Eu também tive saudades. Pensei que você tinha achado um consultório etimológico melhor e partido. Ainda bem que você está de volta. E com toda a carga, pelo visto. Ao trabalho, pois:

“Meneios”: veio do Latim MANUS, “mão”. Os movimentos sinuosos dela receberam esse nome.

“Propalado”: do Latim PROPALARE, “divulgar, espalhar, tornar público”, de PRO-, “para, a favor” mais PALAM, “à frente de todos, publicamente”.

“Escopo”: do Italiano SCOPO, “objetivo, alvo, meta, propósito”, do Latim SCOPUS (relacionado com SPECERE, “olhar”). Em Grego era SKOPOS, “alvo, mira”, relacionado com SKOPEIN, “olhar”. A origem remota é o Indo-Europeu SPEK-, “observar”.

“Soslaio”: do Francês D′ESLAIS, “rapidamente, fugazmente”, do verbo LAISSER, “deixar, soltar”. E este vem do Latim LAXARE, “soltar, afrouxar”.

“Reciprocidade”: do Latim RECIPROCATIO, “volta, alternância, maré”, de RECIPROCARE, “mover para a frente e para trás”. Estas palavras vêm de RECIPROCUS, feito de RECUS-, de RE-, “para trás” mais -CUS, formação adjetiva, e PROCUS, de PRO, “para a frente” mais a formação adjetiva. Enfim, RE + PRO, “para a frente” e “para trás”.

Pergunta #771

Mas, professor, então NOEMA é sinônimo de IDEA?

E em KOINE AISTHESIS, qual é “senso” e qual é “comum”?

Resposta:

JD:
NÓEMA com a acepção de”pensamento” expressa o mesmo que IDEA. Mas sempre pode haver sutilezas na expressão literária que impeçam que uma seja idêntica à outra.

KOINE. Cenobita: aquele que vive (BIOS) em comum (KOINE).

Pergunta #770

politica

Resposta:

Paulo, O Lacônico:
“Política” vem do livro de Aristóteles, TA POLITIKA, “a ciência do governo”.
Em Latim era POLITIA, do Grego POLITEIA, “administração, governo, cidadania”.
POLITES em Grego era “cidadão”, derivado de POLIS, “cidade”, vindo do Indo-Europeu PLH-, “lugar murado, em geral no alto de um terreno”.

Pergunta #769

Dr. Traça, certamente o senhor deve gostar de roer tecidos, além dos rótulos das garrafas! Vai daí minha perguntinha: as diferentes acepções da palavra [fazenda] – tecido, estância, erário – têm a mesma origem etimológica? Qual?

Resposta:

Lúcia:
Além de todos os tipos de papel, muito tecido roí em minha vida. Foi justamente depois de roer um saboroso pedaço de fina seda que me ocorreu mascar um pedaço de dicionário, onde apredi o que segue:
Você observou bem, pois todas essas acepções usam a mesma palavra, do mesmo étimo.
Ela vem do Latim Vulgar FACENDA, “o que é para ser feito”, do verbo FACERE, “executar, fazer, obrar”.
O sentido inicial, “atividades, ocupações” passou para “negócios” e depois para “propriedades, bens, tecidos”.
Nossa “fazenda” como “propriedade rural” veio do Espanhol HACIENDA.

Pergunta #768

Muito obrigado, professor. Eu desapareci por um tempo por que tive uns probleminhas com meu computador… praxe, praxe, hehe. Bem, se não for muito incômodo, será que o senhor não poderia me dar as formas gregas destas mesmas palavras. Obrigado novamente, até mais.

Resposta:

JD:
É verdade que estes computadores são um grande auxílio para a gente. Mas, quando se estragam, trazem atribulações que antes desconhecíamos. Em todo caso, folgo em o rever na ativa.

“Conceito” como “idéia, pensamento”, era NÓEMA.
“Compreensão” e “entendimento”: MÁTHESIS.
“Questão”: como “pergunta”, ERÓTESIS; como “assunto em discussão”, LÓGOS.
“Senso comum”: KOINE AISTHESIS.
“Normal”: NÓMIMOS, “de acordo com a regra”.

Pergunta #767

Olá, professor, como tem passado?

Gostaria, por favor, da origem das seguintes palavras:

questão
senso comum
normal
conceito
compreensão
entendimento

Muito obrigado.

Resposta:

JD, há quanto tempo! Pensei que você tivesse deixado de lado as palavras. Vamos lá então:

“Questão”: do Latim QUAESTIO, “procura, perquirição”, do verbo QUAERERE, “perguntar, procurar”.
“Senso”: do Latim SENSUS, “percepção, sentido, significado”, do verbo SENTIRE, “perceber, sentir, saber”, talvez, com o sentido de “encontrar o próprio caminho”, derivado do Indo-Europeu SENT-, “ir”.
“Comum”: do Latim COMMUNIS, “deveres do ofício”, de COM-, “junto”, mais MUNIA, “ofício”.
Desde o séc. 14, a expressão “senso comum” manifesta “o poder de unir mentalmente as impressões obtidas pelos cinco sentidos”; significa, assim, “a compreensão ordinária, sem exageros nem fantasias”.
“Normal”: do Latim NORMA, “regra, padrão”, originalmente “régua de carpinteiro, esquadro”.
“Conceito”: do Latim CONCEPTUM, “esboço, resumo”, de CONCIPERE, “tomar”.
“Compreensão”: do Latim COMPREHENDERE, “pegar, agarrar, tomar”, formado por COM-, “completamente”, e PREHENDERE, “agarrar”, com o sentido de “apreender com a mente”.
“Entendimento”: do Latim INTENDERE, “esticar, tornar atento, ter intenção de”. Deriva de TENDERE, “aumentar espaço, alargar, estender, empenhar-se”.

Pergunta #766

Gostaria de saber a etimologia da palavra ressuscitar!Esta palavrinha causou muita discussão em sala de aula.

Resposta:

Willian:
Eis aqui a solução para as discussões em sala de aula. Vamos ver esta:
“Ressuscitar” vem do Latim RESURRECTIO, “ressurreição”, derivado do verbo RESURGERE, “levantar-se de novo de entre os mortos”.
E tal verbo se forma de RE-, “outra vez, novamente” e SURGERE, “levantar, aparecer”.

Pergunta #765

Ola, gostaria de saber a etimologia da palavra “parquet”?

Sei que é uma palavra francesa, e que também a denominamos aos membros do Ministério Público, mas… é verdade que tem algo a ver com assoalho?

Grata,

Arturania Diniz

Resposta:

Arturania:
Sua pergunta foi muito boa, pois esclarece a origem de algo em que a gente pisa todos os dias e que começou com um significado bem diferente.
PARQUET é um diminutivo de PARC (registrado desde 1339), “área cercada com plantas”, do Latim PARRICUS, “local cercado”.
No século 16, passou a significar “parte da sala de audiências reservada aos juízes”.
Houve um desenvolvimento semântico que passou de “sala” para “montagem da sala, materiais que a constituem” e que depois se fixou neste tipo de revestimento para o piso.
Eis a explicação para esse aspecto jurídico da palavra.

Pergunta #764

Qual a origem do termo contrato de trabalho?

Resposta:

Diogo:
“Contrato de trabalho” não tem origem como um termo em si. São palavras reunidas para expressar de que tipo de combinação entre pessoas ou empresa-pessoa se trata.
Posso dar-lhe as origens de cada palavra, isso sim.
“Contrato” vem do Latim CONTRACTUS, particípio passado do verbo CONTRAHERE, “juntar, reunir”. O verbo se forma de COM-, “junto”, mais TRAHERE, “puxar”. Tem o sentido de “um esforço conjunto”, pois assim pode ser descrito o resultado de um contrato.
E “trabalho” se origina do verbo latino TRIPALIARE, “torturar”, verbo que veio do nome de um instrumento chamado TRIPALIUM. E este nome vem do fato de ele ter “três estacas”: TRI + PALIUM.

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