Etimologia
Bom dia!
1.”A esta altura, as crianças caíram no choro e perguntaram se o luto modesto que vestiam não era pelo tio João, e levantaram os rostinhos e imploraram-me para não lhes falar mais de seu tio, mas sim contar-lhes histórias de sua linda mãezinha falecida. Disse-lhes eu, então, que por sete longos anos, com esperanças às vezes, às vezes com desespero, mas sempre persistindo, eu cortejei a bela Alice W; e, na medida que crianças podiam compreender, expliquei-lhes o que queria dizer a timidez, a dificuldade e a negação nas donzelas – quando, de súbito, voltando-me a Alice, a alma da primeira Alice olhou pelos olhos dela com tamanha realidade de representação, que duvidei qual delas estava diante de mim, ou de quem eram aquelas madeixas claras; e enquanto eu permanecia em contemplação, ambas as crianças foram aos poucos desvanecendo aos meus olhos, recuando e recuando até que, por fim, nada além de suas aparições lastimosas pudessem ser vistas de muito longe, as quais, sem falar, estranhamente imprimiram-me os efeitos da fala; “Não somos de Alice, nem tuas, nem sequer somos crianças. Os filhos de Alice chamam Bartrum de pai. Nós não somos nada; menos que nada, e sonhos. Somos apenas o que podia ter sido, e que deve aguardar nas costas morosas de LETE por milhões de anos antes de obtermos uma existência e um nome” – e de pronto acordado, encontrei-me silenciosamente sentado em minha poltrona na qual pegara no sono, tendo ao meu lado a fiel e imóvel BRIDGET – porém, João L. (ou James Elia) partira para sempre.”” p.142, excerto do ensaio Crianças de sonho: um devaneio, de Charles Lamb, citado na obra abaixo.
3. Propiônico
4 e 5. Rhynchotus Rufescens (a perdiz)
6. Tchê (interjeição)
Citação: Como formar o gosto literário, Arnold Bennett
Muito obrigada!
“…e que deve aguardar nas costas morosas de Lete por milhões de anos antes de obtermos uma existência e um nome”… … Se eu e vocês demoramos tanto para brotarmos na superfície da existência, saber disto reconfigura todo o nosso modo de viver! E se nós já estávamos ali presentes, em germe, no primeiro casal humano, calcule quantos anos tivemos que esperar para virmos à tona! Que bom que vocês são meus contemporâneos!
Resposta:
a. É o nome do rio mítico dos infernos, o LETHE, “esquecimento”, cujas águas,
se ingeridas, faziam esquecer o passado.
b. Do antigo Irlandês BRIGID, “força, a exaltada”.
c. Do Grego PROTOS, “primeiro”, mais PION, “gordura”.
d. Do Grego RHYNKHOS, “bico”, mais o Latim RUFESCERE, “tornar avermelhado”.
e. Origem desconhecida.