Palavra band-aid

CURATIVOS

Ao longo da vida a gente sempre acaba se machucando, a maior parte das vezes sem maiores consequências. Mas algumas dessas vezes  requerem uma atenção pronta como um curativo para evitar maiores complicações. Lidaremos então com as origens de palavras relacionadas.

 

 

CURATIVO  –  do Latim curare, “cuidar, tomar conta de”.

 

GAZE  –  muitas vezes é colocada sobre um corte, por exemplo, para evitar que ele se contamine. Viria do Persa gaz, “vara”, medida de comprimento que servia para tecidos também.

 

ATADURA –  muitas vezes é elástica e pode ser usada sobre a gaze, para mantê-la no lugar. Naturalmente vem de atar, do Latim atare, “unir, juntar, ligar”.

 

ESPARADRAPO  –  entre outras coisas, usa-se para manter a compressa no lugar.

Vem do Francês sparadrap, do Latim sparadrappum. Sua origem não está definida, mas parece que tem a ver com o Italiano drappo, “pano, trapo”. Existe uma história não confirmada que diz que na Idade Média um soldado ferido, voltando para suas linhas, gritava para os outros  “- Spara il drappo!”, ou seja, “-Corta o pano!”, para fazer um curativo.

Em Portugal a palavra se aplica ao curativo com substância medicamentosa aplicado à ferida; no Brasil, a palavra indica uma fita adesiva que se pode usar sobre a pele.

 

COMPRESSA  –   é do Latim com-, “junto”, mais  premere, “apertar, pressionar”. Muito útil para estancar sangramentos.

 

BAND-AID  –  não estamos fazendo propaganda, mas o produto tem tão longa tradição e uso que muitos nem sonham que ele tem certa história.

Ele foi inventado em 1920 por um sujeito cuja esposa vivia se queimando e se cortando na cozinha; desta forma ela podia tratar sozinha de seus machucados.

Na verdade, não sabemos se ele foi feito por carinho ou para o marido da desastrada ser deixado em paz…

Seja como for, ele o mostrou para sua empresa, a Johnson & Johnson, que tratou de o colocar em produção. O inventor teve uma carreira bem-sucedida na empresa.

 

TIPOIA  –  do Tupi ti’poya, “rede de dormir”.

 

SABÃO  –  o que é que este tem a ver com um curativo? Muito. Sempre que for possível, um machucado na pele deve ser lavado, mesmo que seja com sabão. Esta palavra veio do Latim sapo, “sabão”, que veio de uma palavra germânica saipo-, “material para lavar ou tingir o cabelo”.

 

CORTE  –  como causa para curativos, os cortes são frequentes. Sua origem é o Latim curtare, “cortar”.

 

LACERAÇÃO  –  é um machucado que não segue uma linha como no caso do dorte; os tecidos são rompidos irregularmente. Do Latim lacerare, “romper, machucar, fazer em pedaços”.

 

MACHUCAR  –  do Espanhol machacar, “bater, golpear”, do Latim maculus, “martelo pequeno”.

 

FERIMENTO  –  do Latim ferire, “golpear, machucar”.

 

URGÊNCIA  –  caracteriza-se quando há a necessidade de uma ação sem perda de tempo. Um corte com a borda de um papel no dedo exige que se tome uma providência logo, para aliviar o sangramento e evitar uma infecção secundária, mas o risco não é dos maiores.

Vem do Latim urgentia, de urgere, “apertar, comprimir, impelir”.

 

EMERGÊNCIA  –  é uma ocorrência que entra num nível de necessidade mais elevado, exigindo que se tome a ação imediata.

É do Latim emergens, de emergere, “trazer à luz, vir à frente, erguer-se”, de ex-, “fora”, mais mergere, “afundar, mergulhar”. A  imagem corresponde à de uma criatura perigosa saindo da água para atacar.

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