Palavra cabo

Sessão Espírita

É uma agradável noite de primavera. X-8 hoje terminou seu trabalho mais cedo e saiu do escritório, pois lhe apetecia passear.

Sai a andar pelas calçadas do bairro, o único bairro em preto-e-branco da cidade, puro Expressionismo Alemão. Há um vento agradável, que dilui o cheiro dos monturos e afasta os insetos. Perpassam pelas ruas o odor de queijo torradinho da Pizzaria do Porco e os legítimos perfumes franceses de camelô que as moças que trabalham nos pequenos apartamentos baratos deixam sair pelas janelas abertas.

Não há folhas de árvores caídas, mas o barulho dos papéis que rolam pelo chão com o vento é quase igual, evocando o mesmo romantismo.

O detetive, em sua gabardine folgada e chapéu desabado, caminha a passos largos, respira a haustos também largos o ar empoeirado e se sente ótimo. Pensa:

Ah, a vida em sua plenitude! Ah, este lugar tão agradável! Ah, o que é que esta senhora quer comigo?

Esta última frase ele pensou a propósito de um “Pssiu!” que ouvira saindo dos lábios de uma senhora que estava à porta de uma casa, chamando-o com gestos enérgicos.

O cauteloso detetive olhou ao redor, à procura de bandidos que o pudessem emboscar. Nada à vista. Do outro lado da rua, a Pizzaria do Porco, com seu movimento de entra-e-sai, garantia que ele não corria grande perigo. Aproximou-se da entrada da casa, com as mãos em cutelo nos bolsos da capa, por via das dúvidas.

“Preparadas para dar terríveis golpes de caratê” – pensarão os leitores.

“Preparadas para oferecer menor resistência ao vento em caso de uma corrida”, dirão os que conhecem melhor nosso personagem.

Ele se aproxima e vê um pequeno cartaz sobre a porta:

MADAME RITA

CONTATO COM OS ESPÍRITOS

O corajoso detetive se aproxima, sestroso, e a mulher pergunta se ele é o famoso e insuperável Detetive X-8, o Salvador das Palavras.

Atingido em cheio em sua vaidade, X-8 decide que uma pessoa assim não pode representar uma ameaça e concorda, com o modesto sacudir de cabeça que tanto tinha treinado na frente do espelho.

A mulher o convida a passar a uma salinha com estofados, papel de parede cheio de flores meio douradas sobre fundo meio bege com figuras de santos emolduradas, prateleiras cheias de bibelôs empoeirados e se apresenta:

– Madame Rita, Procuradora dos Espíritos, à sua disposição.

Sua voz é meio rouca. Ela foi loura de nascimento, agora é loura por opção. Tem olhos claros e óculos de lentes grossas e esverdeadas para miopia. Veste-se de modo sóbrio.

O detetive há muito descobriu que falar o mínimo possível é uma grande vantagem no seu negócio. Além disso, ele respeita tanto as palavras que trata de usá-las pouco, ao contrário da maioria das pessoas.

Ele usa a linguagem corporal para perguntar “E o que a senhora deseja comigo?”, o que não é pouco para uma pessoa totalmente coberta pela capa e o chapéu.

Antes de responder, Madame Rita o faz sentar numa poltrona e lhe pergunta se ele quer um calicezinho de licor. Ele faz que não com a cabeça e ela comenta:

– Não bebe em serviço. Muito bom. Então eu vou beber um golinho em sua homenagem, se o senhor me permitir – e começa a se explicar, depois de se servir um cálice até à borda e o fazer desaparecer rapidamente garganta abaixo.

Conta que está estabelecida naquela casinha barata do bairro há algum tempo, vivendo (muito bem) de ler o futuro do pessoal do bairro.

Confessa francamente, de um profissional para outro, que não há nada de sobrenatural naquilo. Basta olhar para o tipo de pessoa e a idade para calcular: as jovens querem saber como agarrar seus namorados; os rapazes querem saber como fugir das namoradas; as mulheres casadas querem saber dos passos do marido; todas as representantes do sexo feminino querem saber quantos filhos vão ter; os homens querem saber se o próximo golpe vai dar certo…

Mas há um lado inesperado e inexplicável que se desenvolveu recentemente nela, e para poder lidar com ele será necessário o concurso de alguém sábio, douto, probo, grado, franco, livre e grande como X-8 – cujo ego incha como uma mortadela gorda debaixo do chapéu ao ouvir essa opinião.

Esse lado é o seguinte: inesperadamente, ela, que não acredita em sobrenatural, começou a receber manifestações de palavras antigas para ela desconhecidas.

Elas a visitam em pesadelos e insistem em saber sobre os seus descendentes; querem saber se passaram em vão pela comunicação humana ou se os seus filhos e netos conseguiram honrá-las permanecendo em pé a representar o seu sentido, se não os seus sons.

Como exemplo, ela descreve uma enorme cabeça de estátua de Roma antiga, pairando no ar, ameaçando desabar sobre ela se ela não responder. Esse sonho a tem acompanhado quase diariamente na última semana, obrigando-a a tomar bastante licor antes de dormir, para ver se ele não se repete.

Dizendo isso, ela se serve de mais um generoso cálice. X-8 pensa que, se não fosse o tal pesadelo, ela usaria qualquer outra desculpa para tomar boas doses de licor.

– Pensei que só um especialista de fama mundial poderia me ajudar. O que me diz o senhor de tudo isso?

X-8 já estava com uma resposta em mente, mas atende aos seus princípios de parecer profundo e misterioso. Baixa a cabeça, mãos nos bolsos, como quem está em profunda meditação.

Aliás, está mesmo: como também não acredita no sobrenatural, pensa se não está sendo submetido a um golpe. Enfim, como esta senhora é muito simpática e demonstra conhecer um bom profissional quando o vê e, principalmente, como não pediu dinheiro algum até agora, responde:

– Dá para imaginar que essa palavra seja caput, palavra latina para “cabeça”. Se for o caso, anote aí o que vou dizer, para decorar e depois poder transmitir o conteúdo para  este seu fantasma de palavra.

Madame Rita pegou papel e um lápis rombudo e começou a anotar, em letra miúda e um pouco tremida, entre golinhos de licor:

– Caput, você é uma palavra extraordinariamente prolífica, cuja descendência se mostra extremamente ocupada nos idiomas de origem européia. Muitas dessas palavras são indispensáveis à fala humana.

Podemos começar com o seu uso direto, inalterado, em legislação: ainda chamamos caput o enunciado de um artigo de lei.

Depois, temos cabeça, a descendente que mantém o seu exato significado, tanto para descrever “parte do corpo” como para designar “chefia de uma empreitada ou organização, parte pensante”.

Vindo diretamente desta, temos cabeceira, que indica onde colocamos a cabeça em nossas camas; encabeçar, que indica o início ou a condução de algo.

Capitão, ligado à noção de “chefia” está sempre em uso. Um inferior deste, o cabo, também. Falando em militares, temos também cadete, que veio do Gascão capdet, derivado do capitellum que vou citar a seguir.

Em Arquitetura, a parte alta de uma coluna se chama capitel, sua neta através de capitellum, diminutivo de caput.

A capital de um país vem de capitalis, “referente à cabeça”, pois é ali que se espera que sejam tomadas decisões para a administração geral e para o bem do povo. Pelo menos é a idéia geral.

O capuz das roupas para o frio recebeu este nome porque recobre a cabeça.

A própria capa vem daí: originalmente, era um abrigo que também cobria a cabeça. É o mesmo caso do capote. Desta última veio a capota dos veículos.

Quando a gente toma a bênção de um frade capuchinho ou beberica um café capuccino, está usando a sua descendência. Os frades receberam esse nome pelo hábito com capuz, a bebida porque sua cor lembra a do hábito.

Uma palavra cujo som nada mais tem a ver com a inicial é chefe, que nos chegou através do Francês.

Quando lemos um bom livro, vemos que ele se divide em capítulos, as suas divisões principais; é mais uma palavra descendente sua, de capitulum, seu diminutivo.

Até na Igreja, dona caput, a senhora deixou descendentes. A capa de São Martinho, uma relíquia guardada com muita reverência, foi colocada num prédio pequeno, que por isso recebeu o nome de capela. O encarregado de zelar por ela se chamou capelão.

E se criou o termo a capella para designar as músicas sacras cantadas sem acompanhamento, pelo fato de não haver órgãos nas capelas.

– Pronto. É apenas parte da história dessa palavra, e apenas em nosso idioma. Mas com isso qualquer palavra já pode ficar orgulhosa.

A Procuradora dos Espíritos terminou de escrever. Prometeu decorar aquilo tudo direitinho para repassar à cabeça de estátua, quando esta aparecesse em seus sonhos novamente. E disse que avisaria X-8 do resultado.

O detetive saiu dali pensando que havia muita gente doida neste mundo e no outro. Mas, pensando bem, por que não manter uma mente aberta e testar a veracidade daquilo tudo? E se algo houvesse além da nossa vã filosofia, etc, etc.?

Caminhou de volta para seu escritório, muito pensativo: e se houvesse mesmo algo, como é que ele se arranjaria para poder cobrar?

Resposta:

Nas Forças Armadas

 

Todo país tem as suas forças armadas. Muito reclamam dos gastos com elas, até que ocorra algo indesejado e elas sejam chamadas para ajudar. Hoje vamos analisar as origens de palavras que são muito usadas entre os militares.

PATENTE – do latim patere, “tornar público, anunciar, abrir”. Além de indicar em que grau se encontra o militar na hierarquia, significa “registro de uma invenção, fazendo público que os direitos a ela referentes são devidos a determinada pessoa”.

Em certa época, significou também um salvo-conduto, uma permissão para circular sem restrições. Esta era a littera patens, “carta-patente” ou “documento para que todos tenham conhecimento”.

SOLDADO – do Italiano soldato, “o que recebe soldo”. E o soldo vem de solidum numus, “dinheiro sólido” – moedas, enfim.

CABO – esta palavra veio do Latim caput, “cabeça”, no sentido de “pessoa que chefia”. Hoje em dia um cabo não manda muito; mas todos eles se podem consolar pensando que o Imperador Napoleão Bonaparte era chamado, com afeto, Le Petit Caporal, “o pequeno cabo”. Ele havia sido cabo no exército, numa época em que muitos já começavam com uma patente de oficial, recebida por méritos de parentesco ou de pura e simples compra.

SARGENTO – vem do Latim servire, “servir, atender, ajudar”. Originalmente sua atividade era mais a de um criado. Existe uma ferramenta usada em marcenaria com esse nome, que serve para manter unidas duas peças de madeira que devem ser trabalhadas ou coladas juntas. Mas esta se origina da expressão francessa serre-joint, “aperta-junta”. Apenas a pronúncia é semelhante.

Em nosso Exército existe o sargenteante, que é o sargento mais graduado da Companhia e dá auxílio direto ao Capitão em assuntos de pessoal.

TENENTE – do Latim tenere, “manter, segurar, firmar”. Ao dizer que alguém é “lugar-tenente” de outra pessoa, dizemos que aquele é alguém de confiança que garante a manutenção do lugar (ou da situação, ou do cargo) na ausência do seu dono.

Em Francês e Inglês, usa-se respectivamente lieutenant e lieutenent (literalmente lugar-tenente) para designar o nosso tenente.

Em Heráldica, a arte dos brasões, um tenente é uma das figuras que aparecem a cada lado do escudo, como que o mantendo erguido no lugar. Podem ser figuras humanas ou de animais, existentes ou não (no escudo do Reino Unido, são um unicórnio e um leão) .

CAPITÃO – vem do Latim capitanum, também de caput, indicando que aquele militar é a cabeça que manda.

No Brasil tivemos os Capitães-do-Mato de triste memória, usados para caçar escravos fugidos. Eles não eram militares.

Parece que a palavra agrada muito, pois existem também diversas plantas, insetos e aves com esse nome.

MAJOR – agora as coisas estão ficando boas, pois major vem do Latim major (pronunciava-se “máior”), que era o aumentativo de magnus, “grande”.

Nossas palavras maior e maioral vêm daí. Em Portugal, o maiorista é o que vende por atacado.

CORONEL – do Italiano colonello, que era quem comandava uma colonna, ou seja, uma “coluna” de soldados. Colonna vem do Latim columna, “coluna”.

Agora um coronel tem atribuições bem mais elevadas do que comandar uma coluna. É que as atribuições de cada posto mudaram com o tempo.

Nos filmes americanos às vezes a gente vê uma pessoa com o cargo de coroner ser chamada, na tradução, de coronel. Erro sério, pois o coroner é um funcionário que lida com as atividades de legista (nem sempre é médico). O nome vem do Latim corona, “coroa”, pois na Inglaterra ele era um funcionário da Coroa. Enfim, não é coronel nenhum, nem sequer é militar.

GENERAL – vem do Grego gignomai, “eu nasço”, pelo Latim genere, “gerar”. Essa palavra deu genos, “raça” em Grego. A palavra general primeiro era “referente à tribo inteira” e depois passou a designar o seu representante, o seu chefe maior.

Com o sentido de “referente a toda a tribo”, a palavra passou a geral em Português. Mas se manteve general em Espanhol, general em Inglês, général em Francês, tanto nesse sentido como para a patente militar.

Generalíssimo, posto que em geral associamos a republiquetas, é o comandante supremo, especialmente de uma força pertencente a mais de um país ou a forças naval e de terra combinadas.

COMODORO – usado na Marinha, deriva do Holandês kommandeur. Este idioma gerou muitos termos náuticos, especialmente no Inglês. E kommandeur veio do Francês commandeur, “comandante”.

Por sua vez, esta palavra vem do Latim commandare, de co-, intensificativo, mais mandare, “mandar”. E mandare vem de manus, “mão”, mais dare, “dar”.

BRIGADEIRO – do Italiano brigadiere, “comandante de uma brigada”. Brigada é um grupo de soldados cujo nome vem do Celta briga, “luta, batalha, briga”.

Dizem que o doce muito usado nos aniversários infantis se chama brigadeiro porque o Brigadeiro Eduardo Gomes, militar destacado na política brasileira na década de 50, o apreciava muito.

ALMIRANTE – do Árabe amir-al-bahr, “comandante do mar”, um comandante naval sarraceno sob as ordens de um sultão ou califa.

Por um erro, achou-se que amir-al fosse uma só palavra, que foi latinizada para amiralis. Depois se colocou um “D” após o “A”, por influência de admirabilis, “admirável”.

Vejam as voltas que uma palavra dá ao longo da sua história. Neste caso, tudo começou com o Árabe amara, “comandar”.

ANSPEÇADA – é uma graduação que não existe há muito tempo, e se situava entre Soldado e Cabo. Seu nome vem do Italiano lancia spezzata, “lança quebrada”, que era o símbolo da graduação.

FURRIEL – é um Sargento com a função de lidar com folha de pagamentos e refeições de Sargentos, Cabos e Soldados. A palavra vem do Francês fourrier, “encarregado da alimentação e alojamento dos soldados”, e veio do Latim fur, “ladrão”.

Não é que eles desviassem material ou dinheiro; acontece que, no Exército romano, eles eram os encarregados de prover alimentação para os soldados.

Como a idéia de um exército levar sua própria alimentação (“munição de boca”) nas campanhas tem poucos séculos, imagine-se o desastre que era ter um grupo de soldados, mesmo amigos, acampando por perto da propriedade rural da gente.

Outro descendente dessa palavra é furto.

ORDENANÇA – do Latim ordinantia, “militar à disposição de um oficial para transmitir ordens”. As suas atribuições passaram depois à assistência e pequenos trabalhos para um oficial superior e agora estão absorvidas pelo seu motorista.

MARECHAL – vem do Germânico marah, “cavalo”, mais scalh, “servente”. Estas atribuições eram tão importantes numa época em que a principal arma era a cavalaria que o título foi recebendo importância cada vez maior, aplicando-se a altas autoridades sob os reis teutônicos. Nossas forças armadas não têm mais este posto.

PELOTÃO – vem do Francês peloton, que vem de pelotte, “bola”. A acepção é a de “um amontoado, um conjunto” de homens. Atualmente, pelo menos no Exército Brasileiro, tem um efetivo de trinta soldados.

COMPANHIA – é um conjunto de três pelotões. A palavra vem do Latim com-, “junto” mais panis, “pão”. Assim, um companheiro é aquele com quem se pode repartir o pão, em quem se pode confiar.

BATALHÃO – vem do Latim battere, “golpear, bater”. Como isso era o que mais se fazia quando soldados inimigos se defrontavam na época antiga, surgiu a palavra batalha para descrever uma atividade de luta.

Um grupo de soldados aptos para a atividade de guerra era, para os italianos, um battaglione, palavra que passou ao Francês como bataillon. Hoje é formado por um grupo de três companhias.

Com muita razão a luta pela sobrevivência é chamada atualmente de batalha.

REGIMENTO – é um conjunto de três batalhões, mas a partir deste nível os números variam. Tem a ver com o Latim rex, “rei”.

A palavra regere significava “comandar, reger”. Dela se fez regimen, “regra”, ou seja, “conjunto de ordens emitidas por quem tem o poder”. O regimento de uma instituição é o conjunto de regras que norteia a conduta dos seus participantes.

Da noção de “regra”, regimento passou a significar também “conjunto de militares que dão apoio ao cumprimento das regras”.

Regime, aquilo que as mulheres estão eternamente fazendo, é “um conjunto de normas para a alimentação com a finalidade de as deixar mais bonitas que todas as modelos famosas”.

BRIGADA – vem do Italiano brigata, do Celta briga, “luta, agressão física”. É formada por dez mil a quinze mil homens em nosso país e comandada por um Brigadeiro, como visto mais acima.

EXÉRCITO – do Latim exercere, “manter em movimento constante, inquietar, adestrar”. Daí se formou exercitus, “tropas, exército, infantaria”. É formado por setenta mil a cem mil homens atualmente.

QUARTEL – até certa época, as cidades européias eram divididas administrativamente no que os franceses chamavam quartiers, do Latim quattuor, “quatro”. Ainda hoje eles usam a palavra quartier para “bairro”.

Isso porque as partes eram quatro, conforme os pontos cardeais. Uma delas era a destinada aos soldados, o que originou o nome quartel dado agora aos prédios e terrenos destinados a uma organização militar.

A expressão luta sem quartel significava que a batalha não teria interrupções nem possibilidade de abrigo ou descanso até que um dos lados vencesse.

ARTILHARIA – vem do Francês artillerie, inicialmente “depósito de armas e munições, conjunto de armas”. Esta palavra derivou de atirier, “armar, ordenar, arrumar”, que vinha do Latim teri,”o que está arrumado, ordenado”.

CAVALARIA – vem do uso do cavalo, caballus em Latim. Inicialmente esta palavra era reservada aos animais de carga, sendo usado equus para os de montaria. Com o tempo, caballus predominou no uso, a outra palavra ficando para formações cultas, como eqüestre.

INFANTARIA – o soldado a pé, o infante, pelas grandes dificuldades que enfrentava em campanha, era comparado pelos romanos a uma criança que nem falava ainda: in-, “não”, mais fari, falar”.

(nossos agradecimentos ao Coronel Souto pela valiosa cooperação)

Resposta:

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