Conversas com meu Avô

BORRACHA [Edição 95]

  Eu tinha menos de dez anos e não me cansava de visitar o meu avô para aprender sobre as origens das palavras. Aliás, até agora não me cansei do assunto. O velho tinha um jeito de ensinar que conseguia cativar qualquer um. Cheguei e já fui perguntando: – Vô, pneus são feitos de pele leia mais

A LANTERNA [Edição 94]

  Eu já estava no fim da Faculdade quando fui visitar meu avô lá em seu aconchegante gabinete, cheio de livros e experiência de vida. Encontrei-o terminando de limpar uma velha mas cromada e  charmosa lanterna a pilha. – Fazendo um servicinho extra para se sustentar, Vô? – Sim. Para comprar remédios que me ajudem leia mais

ALGUNS SOLDADOS [Edição 93]

  No gabinete de meu avô, certo dia eu estava admirando a  espada que ele usara quando estava no Exército presa à parede. – Cadê o resto da armadura, que o senhor usava na Idade Média, Vô? Vendeu? – Vendi. Vendi para comprar uma cadeira elétrica para torrar parentes chatos. Fiz-me de desentendido. – Sei leia mais

VELA [Edição 86]

Certo dia fui visitar meu avô em seu gabinete, no fundo do pátio, quando estava escurecendo e tinha faltado energia. Ele estava com o gato Ernesto no colo, lendo um livro antigo, à luz de umas velas num castiçal. Cumprimentamo-nos com carinho, como sempre. Ele me alcançou o gato, que se acomodou sobre mim, ronronando leia mais

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